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terça-feira, 16 de junho de 2015

Prince e Stevie Wonder tocam em festa 'secreta' dos Obamas na Casa Branca


Fonte: G1.Globo.com
Informações: BBC
Fotos: Divulgação
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)

Músicos tocaram para cerca de 500 pessoas; detalhes de evento 'privado', bancado pelo presidente, foram revelados por tuítes de convidados.

Os músicos Prince e Stevie Wonder fizeram um show "secreto" na Casa Branca durante o fim de semana.

Apesar de autoridades da Casa Branca não confirmarem o show, convidados falaram sobre ele em redes sociais.

Órgãos da mídia americana reclamaram de a imprensa e o público não terem sido convidados ou informados sobre o evento na sede oficial do Poder Executivo do país.




O porta-voz da Casa Branca Josh Earnest confirmou que houve uma festa no local no sábado, mas não deu mais detalhes.

Acredita-se que a lista de convidados, com mais de 500 nomes, incluía lobistas, CEOs de empresas e celebridades.

O reverendo Al Sharpton, conhecido ativista por direitos civis no país, tuitou que houve a apresentação de Prince e Stevie Wonder.

Sharpton disse que foi "incrível" ver os dois nos teclados.
Segundo Earnest, o casal Obama pagou pela festa "do seu próprio bolso"; mas ele não revelou o custo total.

O jornal New York Post noticiou que o diretor de cinema Tyler Perry, a atriz Angela Bassett e o estilista Naeem Khan estavam entre os convidados.




segunda-feira, 15 de junho de 2015

Roberto Carlos diz estar satisfeito com decisão do STF sobre biografias


Fonte:  clubedorei.com.br
Informações: G1.Globo.com (SP)
Fotos: Reprodução - Google.com.br
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)



Supremo Tribunal Federal liberou biografias sem autorização prévia. Cantor ressaltou 'equilíbrio entre direito de informação e o de dignidade'

Roberto Carlos divulgou na quinta-feira (11) um comunicado sobre a decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a necessidade de autorização prévia de uma pessoa biografada para a publicação de obras sobre sua vida. A medida conseguiu parecer favorável unânime na quarta-feira (10).

Ele se disse satisfeito e ressaltou o "equilíbrio entre o direito à informação e o direito a dignidade da pessoa".


Foto: Divulgação

Roberto Carlos se envolveu na questão das biografias quando, em 2007, pediu para banir a circulação de um livro sobre ele feito pelo escritor Paulo César de Araújo. Os dois chegaram a um acordo que impediu a circulação de biografia não autorizada em abril de 2007.
O escritor comemorou a decisão do STF.

O Instituto Amigo, criado em 2013 pelo cantor Roberto Carlos, participou do julgamento. O instituto pediu que fosse assegurado o direito de indenização por dano material ou moral e direito de resposta em caso de ofensa.


Imagem Divulgação

Leia o comunicado na íntegra:

"Roberto Carlos e o Instituto Amigo vêm a público declarar sua grande satisfação com a decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI no. 4815, pelos seguintes motivos:

Conforme expressamente defendido da tribuna pelo advogado Kakay Antônio Carlos de Almeida Castro, nossa posição era inequívoca no sentido da desnecessidade da autorização prévia para a publicação de biografias.

Os dois princípios constitucionais consagrados pelos Excelentíssimos Senhores Ministros no julgamento em questão, a liberdade de informação e os direitos à privacidade, imagem, e honra sempre foram objeto de significativa preocupação de parte de Roberto Carlos e todos os que se pronunciaram em seu nome;

Esta preocupação aumentou sobremodo quando a ANEL (Associação Nacional de Editoras de Livros) ajuizou a ADI no, 4815 afirmando que pretendia, além de afastar a autorização prévia (tese também defendida por nós), que o STF excluísse a possibilidade de qualquer cidadão biografado - que se sentisse ofendido em sua honra ou com sua privacidade ou intimidade violados - recorresse ao Poder Judiciário;


João Cotta/TV Globo/Divulgação

Na petição inicial da ADI 4815, a ANEL afirmou: "41. Um julgamento caso a caso, em relação as informações suscetíveis ou não de serem reportadas, representaria, certamente, a extinção do gênero das biografias não autorizadas, tendo em vista o alto grau de subjetividade do julgamento sobre a relevância de detalhes da vida de qualquer biografado. Mesmo diante do afastamento da necessidade do consentimento do biografado, eventual abertura para julgamentos caso a caso criaria óbice tão significativo quanto a própria autorização prévia."

Desde o voto da Ministra Relatora Carmen Lucia, ficou claro que o STF, ao mesmo tempo que afastava a necessidade de autorização prévia, ratificava a imperiosidade da inviolabilidade constitucional da privacidade e da honra dos biografados.

A Ministra Relatora afirmou peremptoriamente: "Condenar alguém que busca o Judiciário em defesa de sua privacidade é também uma forma de censura."

O Ministro Dias Toffoli disse que "este dispositivo que estamos a julgar não está dando nenhum tipo de autorização plena ao uso da imagem das pessoas, ao uso da vida privada das pessoas de uma maneira absoluta, por quem quer que seja, havendo ainda possibilidade de intervenção judicial no que pertine aos abusos, às inverdades manifestas, aos prejuízos que ocorram a uma dada pessoa. Isso não é censura, nem afronta à liberdade de expressão."


Foto: Pedro Ladeira (Folha Press)

O ministro Gilmar Mendes, ao votar, fez questão de esclarecer que acionado o Poder Judiciário, por quem se sinta ofendido em sua dignidade, tem amplitude de ação, podendo, inclusive determinar o recolhimento dos livros, entre outras medidas.

Finalmente, o Presidente Ricardo Lewandowski afirmou que " não existem direitos ou liberdades absolutos" e reafirmou a "possibilidade das pessoas recorrerem a Justiça". "É impossível que se censure ou exija autorização prévia de biografias. A Corte hoje reafirma a mais plena liberdade de expressão artística, científica e literária desde que não se ofendam outros direitos constitucionais dos biografados".

Este equilíbrio entre o direito à informação e o direito a dignidade da pessoa, com a proteção de sua honra, privacidade e intimidade são exatamente os valores que o Instituto Amigo e Roberto Carlos defenderam desde o início de sua luta."


Imagem: Reprodução

Notícia enviada gentilmente por Carlyle.



Para Caetano e Gil, Brasil vive 'renascimento de forças reacionárias'


Texto: Júlia Dias Carneiro Fonte: G1.Globo.com
Informações: Da BBC Brasil no Rio de Janeiro
Fotos: Google.com.br
Edição: Jorge Luiz da Silva.
Salvador, BA (da redação Itinerante)

Para Caetano e Gil, Brasil vive 'renascimento de forças reacionárias' (Foto: BBC)

Em entrevista à BBC Brasil, cantores falam sobre turnê conjunta, criticam onda conservadora no país e comentam polêmica de show em Israel.

A sintonia entre os dois é tamanha que vira e mexe um completa o pensamento do outro. Gil adivinha os fins de frase de Caetano e por vezes faz coro às suas últimas palavras como uma segunda voz.

Ou então a conversa de repente vira um pingue-pongue, com as respostas sendo construídas como uma canção.
Na tarde de uma quarta-feira, Caetano Veloso e Gilberto Gil se encontravam no amplo estúdio da Gegê Edições, produtora de Gil no Rio, para o primeiro dos ensaios para a turnê "Dois Amigos ─ Um Século de Música".

O reencontro dos dois no palco acontecerá em 11 países europeus a partir de 25 de junho, começando por Amsterdã, na Holanda.
É mais um desdobramento da parceria visceral que nasceu em 1963, quando Caetano e Gil se conheceram na Bahia, à época estudantes universitários dando os primeiros passos na carreira.


Capas dos discos gravados por Caetano e Gil durante exílio em Londres

Aos 72 anos, nascidos no mesmo ano com um mês e meio de diferença, um diz que não seria o que é hoje sem o outro.
"Se eu toco um pouco de violão, é porque vi ele tocar e copiei seus movimentos e tentei entender o que significavam", diz Caetano sobre Gil.

"E se eu aprofundei a minha curiosidade sobre as palavras, a poesia, é totalmente por causa dele. Ele me ensinou a realmente explorar a minha alma em busca das questões humanas, sociológicas...É uma das pessoas mais profundas que já conheci."
"Meu Deus!", reage Caetano à bajulação do amigo, e os dois irrompem em risos.
A música brasileira também não seria a mesma sem os dois.

A turnê agora comemora 50 anos de suas carreiras, data contada a partir da primeira gravação de cada um, em 1965 ─ somando um século de produção musical. É a primeira turnê que os dois fazem juntos em 21 anos, desde que apresentaram ao mundo o show ligado ao álbum Tropicália 2, em 1994.




Fim de ciclo

Nas décadas de carreira e amizade, Caetano e Gil passaram pela ditadura, protagonizaram a revolução cultural da Tropicália, compartilharam a dor e as descobertas do exílio em Londres, depois a alegria da volta para casa, viram a abertura política do país e acompanharam, criticaram e comentaram outros momentos-chave da história do Brasil.
Não é diferente com a situação atual, e os problemas políticos e econômicos enfrentados pelo governo Dilma. Os dois concordam que o momento é difícil e consideram que o ciclo do PT no poder está chegando ao fim.

Nas eleições presidenciais do ano passado, ambos apoiaram Marina Silva no primeiro turno. No segundo, Caetano acabou votando em Dilma; já Gil, que foi do governo petista por cinco anos como Ministro da Cultura de Lula, não apoiou a permanência do partido.
"Eles (o PT) já estão no poder há mais de 12 anos. Estamos querendo uma movimentação, uma mudança. Outros grupos, outro conceito, um outro planejamento para o Brasil na liderança", diz Gil.




"Votei na Dilma porque todos aqueles grupos de direita estavam se unindo contra ela, e eu não simpatizava com eles", afirma Caetano.
"Mas acho que tudo agora parece indicar um final de um ciclo."
O fim de ciclo já era aparente no ano passado, considera Caetano, mas o PT ganhou mais uma vez ─ e neste ano vieram as reações mais expressivas: o panelaço e os protestos nas ruas pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Onda conservadora
Nas manifestações de março e abril nas ruas de cidades do país todo, Caetano, que como Gil foi preso pela ditadura em 1968, diz ter se revoltado com a presença de grupos que defendiam a volta das Forças Armadas e uma "intervenção militar já".
"Isso para mim é ofensivo. É ofensivo à minha sensibilidade e à minha inteligência", diz Caetano.
"E à sua história", completa Gil.
"E à minha história", concorda Caetano.




"Aquilo ali era uma coisa de algumas pessoas, uma maluquice. Mas é sintoma. Há uma questão no mundo com isso mesmo, o renascimento de forças nitidamente reacionárias. A questão não é que elas sejam conservadoras. O problema é que são reacionárias, são forças de reação a qualquer progresso."

O sintoma se apresenta também no Congresso. Caetano afirma que o crescente poder do Legislativo na esteira do enfraquecimento do governo Dilma vem trazendo uma movimentação conservadora "meio apavorante".

"Esses projetos que estão sendo votados no Congresso são horríveis, eu não gosto dessa movimentação, desse negócio ─ diminuição da maioridade penal, bancada da bala, essa tentativa de restringir mais ainda o aborto, não abrir para uma legalização do aborto. Toda essa tendência conservadora, essa pauta", afirma.

Nas movimentações em curso, ele diz ser evidente que também estão em jogo projetos políticos dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros.
"Principalmente do presidente da Câmara (Cunha), que você vê que tem muito futuro político, e é mais moderno. Mas é um modernismo conservador, meio apavorante. Não me sinto bem com o que está acontecendo ali."




Selfie vira autógrafo

A conversa passeia por outros fenômenos dos tempos modernos, como as pegadinhas do corretor ortográfico no celular. Um conta para o outro o causo de um amigo que sempre acaba chamando uma moça de "moca" no WhatsApp, e ambos riem da sonoridade do neologismo digital, móca em vez de moça.

E chegam à conclusão de que o 'selfie' substituiu o autógrafo, já que agora por onde passam as pessoas em vez de sacar a caneta sacam o smartphone, e se ajuntam aos ídolos no quadro. "É melhor, para não ter que escrever", brinca Gil.
Do imenso repertório dos dois ao longo dos últimos 50 anos, apenas 22 canções estarão na turnê. A escolha ainda está em aberto, mas músicas como Esotérico, de Gil, e Desde que o samba é samba, de Caetano, são algumas certezas.

A dupla cedeu ao pedido da reportagem e tocou uma música para a BBC Brasil. Caetano puxou uma das canções que compôs durante o exílio em Londres, Nine Out of Ten, em que diz estar caminhando sobre a hoje famosa Portobello Road ─ e sentindo-se vivo.

Na época em que morou na região de Notting Hill Gate, lembra o cantor, o bairro estava bem longe da gentrificação de hoje e era um reduto de classe média baixa.

Na Portobello Road, imigrantes jamaicanos se reuniam para tocar um gênero que fascinava Caetano e o levava a caminhar sempre pela rua para escutar. Depois veio a descobrir o que era: o reggae.




Petição contra show em Israel

O show passa por Londres e também por cidades como Lisboa, Bruxelas, Milão – além de Tel Aviv. E é este o ponto polêmico da turnê.

Uma petição que vem circulando pelas redes sociais – e já conta com mais de 12 mil assinaturas pede que Caetano e Gil cancelem o show programado para 28 de julho em represália às políticas de Israel em relação às regiões palestinas.

"A data coincide com o aniversário de um ano dos ataques de Israel a Gaza, nos quais mais de 2 mil palestinas e palestinos foram mortos", afirma o abaixo-assinado online divulgado pela organização Change.org e compartilhado pelas redes sociais.

"Tocar em Israel é endossar políticas e práticas racistas, coloniais e de apartheid", continua, concluindo com o apelo: "Tropicália não combina com apartheid!"
A petição foi criada pelo grupo Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel (BDS), que apoia a causa palestina.




Gil afirma que se manteve indiferente ao apelo.

"Nós o consideramos. Nós refletimos sobre os argumentos. São argumentos fortes, e verdadeiros até certo ponto. Não a ponto de que devemos considerar Israel uma sociedade de apartheid. É um regime democrático.

Tenho empatia pelo povo, já estive lá tantas vezes. E nas duas últimas vezes em que fui tocar lá também enfrentei objeções, com o mesmo tipo de movimentação internacional para me dissuadir de ir.

Mas nós vamos", diz Gil.
E considerariam levar a turnê aos territórios palestinos como contraponto?
"É claro! Estou só esperando o convite", afirma ele.

'Oportunidade de originalidade'

A despeito da difícil conjuntura atual e do clima de pessimismo com o país, Caetano desdenha do entusiasmo desenfreado que o Brasil despertava no exterior alguns anos atrás.

"Quando vi aquelas capas de revista, a capa da Economist com o Cristo Redentor decolando, achei um exagero", diz. "Então espero que o pessimismo que vemos hoje seja um pouco exagerado também."
"O Brasil pode ser uma experiência muito importante de vida social", diz. "Pode ser. É horrível como é, tem muitas coisas horríveis em sua história. Mas acho que é uma oportunidade de originalidade. Temos essa responsabilidade e devemos encará-la", afirma ele.




Essa mensagem que o Brasil teria a dar para o mundo ainda não é clara, porque não foi articulada, diz Caetano. "Ainda é um rascunho. Mas o Brasil pode ser uma experiência diferente."

"Somos esse país gigante no hemisfério sul. Temos uma enorme mistura racial. Somos latino-americanos, mas não formamos uma unidade com o resto da América Latina, porque falamos português. Fomos uma monarquia até tarde demais, a escravidão foi abolida tarde demais.

Mas tudo aponta para uma situação única e original com vantagens e desvantagens. E tudo que é bom no Brasil poderia ser combinado de uma maneira mais equilibrada para que realmente possamos dizer algo... com um tom doce", afirma ele, enfatizando as últimas palavras na voz macia e musical.

"Agora que o mundo está finalmente consciente de que a 'maciez' também é um atributo, de que 'softpower' também é poder, acho que o Brasil tem muitos ingredientes para se afirmar", completa Gil..



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Roberto Carlos perde, e STF libera biografias

Fonte: Clube do Rei
Informações: Carta Capital
Fotos: Divulgação. Google.com.br
Edição: Jorge Luiz da Silva.
Salvador, BA (da redação Itinerante)



Em julgamento no qual o advogado do cantor comparou as biografias com um estupro, ministros classificaram pedido de autorização prévia de censura

O Supremo Tribunal Federal derrubou nesta quarta-feira 10, por unanimidade, a necessidade de autorização prévia para a publicação de biografias. A decisão impede a proibição prévia de biografias não autorizadas, pelo personagem do texto ou seus familiares, seja ela em forma de livro, filme ou novela, por exemplo. Assim, casos como o do recolhimento do livro Roberto Carlos em Detalhes, de Paulo César de Araújo, tirado das livrarias em 2007 após ação movida pelo cantor, podem estar passíveis de revisão.


Todos os nove ministros presentes na sessão votaram a favor da ação direta de inconstitucionalidade apresentada pela Associação Nacional de Editores de Livros (Anel), que tinha o objetivo de derrubar a proibição de livros não autorizados: Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. Teori Zavascki não participou da sessão.

Para a relatora do texto, Cármen Lúcia, um voto contrário seria admitir a censura prévia, o que seria inconstitucional. Contudo, ressaltou que deve haver reparação para os biografados caso sejam vítimas de abuso. Lembrou ainda que também estão previstos os direitos à privacidade e a proteção da honra.

"O que não admite a Constituição é que sob o argumento de ter direito a ter trancada a sua porta, abolir-se a liberdade do outro de se expressar, pensar, criar obras literárias especialmente, no caso, obras biográficas, que dizem respeito não apenas ao biografado, mas à toda a coletividade", afirmou. "Cala boca já morreu", disse ainda, frase que seria depois repetida por Barroso.

O ministro, por sua vez, listou, entre as razões para defender a liberdade de expressão, os abusos cometidos durante a ditadura pela censura, e sustentou que, sem essa defesa, não há como garantir a plenitude dos outros direitos. Já Marco Aurélio defendeu que a necessidade de escrever uma obra somente com autorização é algo que configura publicidade.

Antes do parecer dos ministros, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, falou em nome do Instituto Amigo, de Roberto Carlos. Disse que não defendia a autorização prévia, mas o direito do biografado que se sentir lesado de procurar o Judiciário.

Em suas colocações, além de falar em versos da música Fera Ferida, usou um exemplo de gosto questionável ao comparar a publicação dos textos a um estuprador que, depois de deixar a cadeia, queira escrever sobre sua vitima: "É certo fazer a mulher viver todo o pesadelo novamente?"

Por sua vez, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcos Vinícius Coelho, afirmou que acertos e erros devem servir para a formação da Nação. Gustavo Binenbojm, advogado da Anel, acusou as ordens judiciais de apreensão de obras uma forma de "censura privada".


Notícia enviada gentilmente por Carlyle.

Roger Waters insiste para que Gil e Caetano cancelem show em Israel

Fonte: G1 (São Paulo)
Fotos: Divulgação
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)

O cantor Roger Waters durante entrevista coletiva num hotel carioca: política dominou a conversa com os jornalistas (Foto: Divulgação)

Ex-líder do Pink Floyd e a BDS promovem boicote de artistas ao país.
Carta escrita pelo músico cita caso de jovens baleados na Cisjordânia.

Após divulgar uma primeira carta em 22 de maio, o músico britânico Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd, divulgou outro texto em que insiste para que Gilberto Gil e Caetano Veloso cancelem um show da turnê conjunta em Israel, que será no dia 28 de julho.


Na carta, enviada ao G1 pelo coordenador da BDS ("boicote, desinvestimento e sanções") na América Latina, Roger Waters cita o caso de dois jovens que foram baleados em janeiro por forças israelenses. O músico já pediu a Neil Young, Robbie Williams e a Lauryn Hill que desistissem de suas turnês em Israel. Apenas a cantora aderiu ao boicote em maio.

A BDS pressiona Israel pelo fim da ocupação de territórios palestinos. A organização também promove o abaixo-assinado "Tropicália não combina com apartheid", contra o show de Gil e Caetano em Israel, que tem mais de 12.486 assinaturas. A meta é 15 mil.



Leia a carta de Roger Waters na íntegra:

"Ao Editor,
No mês passado eu escrevi para Caetano e Gil e não recebi nenhuma resposta, mas suponho que eles irão cruzar a linha do piquete e tocar em Tel Aviv. Que seja. Eles devem ter razões imperativas que estão guardando para si mesmos. Em minha carta a eles, eu falei sobre futebol, praias, direitos humanos e sonhos. Aqui vai uma história sobre sonhos e futebol.

Jawhar Nasser Jawhar, 19, e Adam Abd al-Raouf Halabiya, 17, dois jovens e promissores jogadores de futebol, sonhavam em um dia jogar profissionalmente, talvez até defendendo a camisa do país deles. Em 31 de janeiro, enquanto eles caminhavam para casa, saindo de uma sessão de treinamento no Estádio de Faisal al-Husseini em al-Ram, no centro da Cisjordânia, forças israelenses abriram fogo contra eles sem aviso.

Jawhar foi atingido sete vezes em seu pé esquerdo e três vezes no direito. Halabiya foi ferido uma vez em seu pé esquerdo e uma no direito. Médicos no hospital governamental de Ramallah dizem que os dois nunca chutarão uma bola de futebol de novo; na verdade, serão necessários seis meses de tratamento antes que os médicos possam avaliar se eles poderão andar novamente.

Estes dois jovens não foram acusados de nenhum delito, e nenhum inquérito foi aberto sobre as ações dos soldados responsáveis por suas lesões incapacitantes.

Assim, Caetano e Gil, Jawhar e Halabiya não estarão presentes no show de vocês em Tel Aviv. No entanto, os homens que os balearam estão livres para comparecer, se desejarem.
Roger Waters





sexta-feira, 5 de junho de 2015

Dave Grohl convida fã do Foo Fighters para subir ao palco na Alemanha

Fonte: G1.Globo.com
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)

Dave Grohl e um fã dos Foo Fighters durante fã da banda em Hamburgo, na Alemanha (Foto: Reprodução/Youtube/Dean Mo)

Jovem pediu para vocalista assinar pintura do rosto do cantor.
"Eu quero colocar isso bem em cima da minha cama", brincou Grohl.


Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters, convidou um fã a subir no palco durante apresentação da banda em Hamburgo, na Alemanha, nesta quarta-feira (3). O cantor aproveitou para autografar uma pintura de seu rosto levada pelo jovem à apresentação.

O vocalista assinou a pintura
levada pelo fã

(Foto: Reprodução/Youtube

Legen Waitforit Dary)
"Hey, wow. Essa é a minha cara", disse Grohl para o público de 12 mil pessoas que lotava a arena O2 World ao ver o fã com a pintura. "Eu quero colocar isso bem acima da porra da minha cama", brincou ele, antes de afirmar que assinaria o desenho e convidar o jovem para subir ao palco.

Enquanto o resto da banda tocava a introdução à música "Big me", Grohl assinou a pintura do fã, que estava claramente emocionado. "Eu amo esse cara aqui. Mal posso esperar até que todos digam: 'Você se lembra daquela vez em que você foi e tocou aquele show em que aquele garoto subiu no palco?'. Eu direi: 'Ah, é! Aquele filho da puta maluco, com a imagem!'"

Segundo o site alemão Regioactive, a banda se apresentou por cerca de três horas, tocando a rara "Aurora" e encerrando a apresentação com "Best of you".



terça-feira, 2 de junho de 2015

O espetáculo 'John Lennon - Imagine' traz nostalgia aos fãs do cantor

Texto: Ricardo Yasuda
Fonte: Território da Música
Fotos: Edi Fortini
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)

Lepra, banda d


Na quinta, dia 28, o Teatro Bradesco em São Paulo foi palco de um show perfeito para quem gosta de Beatles e, especificamente, de John Lennon.

O espetáculo "John Lennon - Imagine" é um tributo ao ex-Beatle, reproduzindo um show realizado em 1972, em Nova York (EUA), e lançado em 1986 em áudio e vídeo. Esse show (na verdade foram 2 sessões no mesmo dia), o primeiro e único em formato longo da carreira solo de Lennon, foi em benefício de crianças com deficiências mentais.

A homenagem foi cuidadosamente pensada. Os figurinos de Sandro Peretto, que também interpreta John Lennon no espetáculo "All You Need Is Love", são similares aos que John usou em 1972. Os trejeitos e até o "one, two, three, four" no começo de cada música são iguais, e durante quase todo o show ele fala em inglês com a plateia.


Sandro vive John Lennon e show tributo

O tributo teve muitas das músicas executadas no show de 1972, como "Power to the People", "Instant Karma!", "Come Together" e, é claro, "Imagine", além de outros hits da carreira solo de John, como "Woman", "Jealous Guy" e "Mind Games", e também dos Beatles, como "Revolution", "In My Life" e "Don't Let Me Down".

Algumas músicas contavam com projeções de John Lennon em suas campanhas ativistas pós-Beatles. Outras tinham um coral de backing vocals. A qualidade musical estava boa, apesar do aparente nervosismo da banda, parte da qual estreava naquela noite.


O show fechou com "Imagine", que dá nome ao espetáculo, e ainda "Happy Xmas (War is Over)", que teve uma chuva de bolhas de sabão e a presença dos filhos do cantor (o Sandro, não o John).

Sandro voltou para o bis, já falando em português, para tocar uma música pouco conhecida dos Beatles, mas que os fãs obviamente reconheceram: "Sexy Sadie". O bis ainda contou com "Stand By Me", "All You Need Is Love" e "Give Peace a Chance".

No ano passado tivemos no Brasil Paul McCartney e neste ano Ringo Starr. Esta foi a chance de sentir de perto como seria um show de John Lennon. Quando teremos um de George Harrison?




Diário escrito por Renato Russo vira livro

Texto: Lizandra Pronin
Fonte: Território da Música
Foto: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)



Entre os meses de abril e maio de 1993, Renato Russo ficou internado numa clínica de reabilitação para dependentes químicos no Rio de Janeiro. Foram 29 dias de uma experiência que rendeu a música "Vinte e nove". Mas não foi só isso.

Durante esse quase um mês, o músico escreveu um diário. Os escritos, até agora inéditos, foram editados em formato de livro sob o título de "Só por hoje e para sempre - diário do recomeço". O lançamento é da Companhia das Letras que afirma em nota: "o que emerge das anotações desse diário é o grande homem que foi Renato, perseverante, forte, esperançoso, em busca da luz e não das sombras". O livro já está em pré-venda, ao preço sugerido do livro é de R$ 34,90, para chega às lojas no dia 14 de julho.

Renato Russo foi vocalista e compositor da Legião Urbana.

Também conhecido como O Trovador Solitário, o músico engatou uma carreira solo no início dos anos 1990.
Russo faleceu 11 de outubro de 1996 em decorrência de complicações da AIDS.



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Roberto Carlos é o novo líder do Top Nacional em Portugal

Fonte: Clube do Rei.com.br (Sapo - Portugal)
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)

Foto: Getty Images
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O artista brasileiro, que atuou na semana passada em Portugal, estreia na liderança da tabela com o disco Roberto Carlos em Las Vegas

Roberto Carlos, que na semana passada atuou na MEO Arena em Lisboa e no Multiusos de Gondomar, entrou para a liderança do top nacional de vendas com o disco Roberto Carlos em Las Vegas.

O músico brasileiro superou Camané, que na semana passada tinha estreado no primeiro lugar com Infinito Presente, que caiu para o segundo lugar. O terceiro lugar da tabela é ocupado por Uma Questão de Princípio, dos D.A.M.A..

De regresso aos 10 mais vendidos, estão "Sempre" de Tony Carreira (5º) e "Duetos II" de Roberto Carlos (9º) e "Lifeboat" de Mazgani sobe do 28º para o 8º lugar. Veja abaixo a tabela completa.

1. Roberto Carlos - Roberto Carlos em Las Vegas
2. Camané - Infinito Presente
3. D.A.M.A. - Uma Questão de Princípio
4. Anselmo Ralph - O Melhor De
5. Tony Carreira - Sempre
6. António Zambujo - Rua da Emenda
7. Richie Campbell - In the 876
8. Mazgani - Lifeboat
9. Roberto Carlos - Duetos II
10. Mariza - Best Of
Notícia enviada gentilmente por Carlyle..

SJC


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