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segunda-feira, 31 de março de 2014

"Love Me Do": Livro lista 50 importantes momentos da carreira dos Beatles


Por: Katy Freitas. Território da Música.
Foto: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)









Chega ao Brasil o livro “Love Me Do - 50 Momentos Marcantes dos Beatles”, pela editora Record. A publicação escrita por Paolo Hewitt, jornalista e autor de diversos livros sobre os Beatles, The Jam e Oasis, lista 50 fatos importantes de toda a carreira do Fab Four.

Mais de 50 anos após o lançamento de seu primeiro compacto, “Love Me Do”, em 1962, os Beatles ainda despertam curiosidades nos fãs da banda e aficionados pela história do rock.

“Love Me Do” traz 50 histórias, algumas não tão conhecidas quanto outras, desde a infância na dura Liverpool pós-guerra, passando pelos anos mais loucos de sucesso, chegando até a reunião dos integrantes remanescentes da banda na década de 1990.

Paolo Hewitt narra os momentos definidores da carreira dos Beatles - os bons e os maus - com ricos detalhes. Além de encontrar fotos raras de todas as épocas, o leitor irá se deparar com fatos que marcaram a história da música, como o dia em que John Lennon conheceu Paul McCartney, o encontro do quarteto com astros como Bob Dylan e Elvis Presley, a primeira gravação nos estúdios Abbey Road, a ida à Índia e o último show da banda, entre muitos outros.







Álbum de canções inéditas de Michael Jackson sai em maio


Por: Katy Freitas. Fonte: Território da Música. 
Foto: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)







 O selo Epic Records, da Sony, anunciou nesta segunda-feira, 31, o lançamento de um novo álbum póstumo de Michael Jackson. Intitulado “Xcape”, o projeto idealizado pelo presidente da companhia, L.A. Reid, trará oito canções inéditas do Rei do Pop. O álbum está previsto para chegar às lojas no dia 13 de maio.

Reid resolveu lançar o disco após explorar os arquivos contendo 40 anos de material gravado por Michael. Lá, o produtor executivo encontrou os vocais finalizados pelo artista e convocou os produtores Timabaland, Rodney Jerkins, Stargate, Jerome “Jroc” Harmon e John McClain para finalizar o trabalho, o transformando em um “som contemporâneo”.

“Michael sempre esteve nas extremidades e estava constantemente contatando novos produtores, procurando novos sons. Ele sempre foi relevante e atual. Essas faixas, de muitas formas, captam esse espírito. Agradecemos L.A. Reid por sua visão”, comentaram McClain e John Branca, ambos executivos do espólio de Jackson.

Michael Jackson morreu aos 50 anos em 25 de junho de 2009 de overdose do anestésico propofol.





domingo, 30 de março de 2014

Com Red Hot, Lollapalooza Chile leva 80 mil a parque em Santiago


Por: Rodrigo Ortega do G1, em Santiago - o jornalista viajou a convite da Time For Fun
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)

 
Red Hot Chili Peppers (Foto: Divulgação Lollapalooza Chile)


Evento começou neste sábado; estimativa de público é da organização.
Edição brasileira, no início de abril, troca banda dos EUA por Muse.

A edição chilena do Lollapallooza começou neste sábado (29), com público estimado pela organização em 80 mil pessoas. O Red Hot Chili Peppers fez o show principal no Parque O’Higgins, no centro de Santiago. Após uma hora e quarenta minutos, o Red Hot se despediu às 23h30 com o hit “Give it away”. Foi o último show do festival, que teve início ao meio-dia.

O evento em Santiago antecipa a edição brasileira, nos dias 5 e 6 de abril, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A programação será quase igual à chilena. A atração principal do primeiro dia, no entanto, será diferente em SP. Em vez dos Red Hot Chili Peppers, o Lolla no Brasil terá o Muse.

O Lollapalooza Chile termina no domingo (30), com Soundgarden, Arcade Fire e mais.

Sábado no Chile
Phoenix e Nine Inch Nails fizeram os shows anteriores ao Red Hot nos palcos maiores, com boas performances e poucas surpresas. As novidades vieram mais cedo, com a festa indie-dançante lotada do Capital Cities, as acrobacias de barriga de fora de Ellie Goulding e a crueza com voz e violão de Jake Bugg. Nesses vale ficar de olho durante o Lolla no Brasil. Quanto ao Red Hot Chili Peppers, os chilenos não viram nada que o público brasileiro não conheça. A banda de Anthony Kiedis tocou no Brasil no final de 2013. Eles não lançam um álbum novo desde “I’m with you” (2011).

O show em Santiago foi previsível e animado. A falta de surpresas no repertório e a performance burocrática de Kiedis não apagam a força dos hits. Eles vão da entrada com “Can’t stop” ao bis com “Give it away”.


Francisca Valenzuela (Foto: Divulgação / Lollapalooza Chile)


Como tem sido de praxe nos shows do Red Hot, o baixista Flea assume o posto de homem de frente, com mais desenvoltura e energia que o vocalista. O show intercalado por improvisos instrumentais destaca antes do bis o percussionista brasileiro Mauro Refosco, que toca até cuíca, antes de Flea entrar plantando bananeira. O Nine Inch Nails faz um espetáculo impressionante, mas sem a comoção do público que se espera de uma atração principal, status que também vai ter no Brasil. O aparente desejo de fazer o som mais pesado e sujo possível às vezes impressiona ("Terrible lie"), e em outras só cria uma massa sonora com instrumentos indistinguíveis (“Me, I’m not”). Talvez esta falha fique por conta do sistema de som do festival, que também oscilou no show do Red Hot.

O público parece embasbacado pela parede de luz atrás do palco e pela pose imponente do líder Trent Reznor, mas não vibra muito com o show. “March of the pigs” e o final, com “Hurt”, são os melhores momentos.

A banda francesa Phoenix fez show agitado no início da noite. Eles queimaram dois de seus maiores trunfos, as músicas “Lasso” e “Lizstomania”, logo no comecinho da apresentação. Mas o resto do show manteve o público atento.

A quem está na dúvida sobre assistir ao show no Brasil, que será ao mesmo tempo da neozelandesa Lorde, vale avisar: o Phoenix não tem uma performance mais inspirada do que a já vista no Brasil em 2010.

No final, o vocalista repetiu o costume de descer do palco e se jogar no meio do público. A única diferença foi que as fãs tiraram a calça de Thomas Mars no Chile – mas ele logo voltou a roupa para o lugar.

A cantora inglesa Ellie Goulding cantou de barriga de fora, sob sol ainda forte no fim da tarde no Parque O’Higgins. A performance aeróbica condiz com o abdômen sarado e os braços fortes. Ellie se movimenta muito e ganha os chilenos, principalmente em “Starry eyed”. Nessa, ela também toca um tambor colocado no meio do palco.

A voz rouca e sem potência ganha ajuda de três cantores de apoio ao vivo. Eles levam algo de soul ao pop eletrônico. O tambor volta a ser tocado em uma breve versão de "Bad girls", de M.I.A. O auge vem mais para o final, com “I need your love”, em arranjo menos frenético que o da gravação da parceria com Calvin Harris.

Palcos alternativos
A primeira atração a fazer show concorrido no sábado foi o Capital Cities, no pequeno Palco PlayStation. Os californianos ousam entrar sem guitarra no festival de tradição roqueira. O duo investe em teclado e sintetizador, e ao vivo vira quinteto, com reforço de trompete, baixo e bateria.

Eles ensinam dancinhas, fazem cover de “Stayin' alive”, dos Bee Gees, misturada a “The sweater song”, do Weezer, e despejam suas melodias grudentas, afinadas com a experiência anterior de produção de jingles.  Com tantas batidas festivas, o convite para os fãs “bailar”, em bom espanhol, foi redundante.

O show de Jake Bugg foi o extremo oposto do Capital Cities, no mesmo palco. Bem menos populista e mais blasé que o duo dos EUA, o jovem inglês fez o mínimo além de cantar e tocar. Sem conversa, sem dança e sem gracinhas, ele levou apenas um baixista e um baterista para acompanhá-lo. Ao vivo, solta mais a voz, que fica parecida com a de Liam Gallagher - quando o ex-Oasis ainda tinha fôlego para os hinos anasalados.


Com o silêncio do inglês nos intervalos, só se ouvia as vozes femininas derretidas por Bugg na frente do palco. Tirando um ou outro momento mais solto, como em “Slumville Sunrise” e “Messed up kids”, é um show para ouvir quieto, notando nos arranjos crus de “Treasure” ou “Two fingers”. A mais aplaudida, de longe, é “Broken”, só em voz e violão. É uma das que destacam apenas a voz do cantor, sem firulas.

Brasileiros no Chile
A Nação Zumbi fez o primeiro show da história da banda no Chile neste sábado. O show foi em local fechado, longe dos palcos principais. A boa apresentação foi vista por cerca de mil pessoas, fração pequena dos 80 mil fãs do festival. A banda subiu ao palco antes do horário marcado, 16h15, o que fez com que o público fosse ainda menor no início.

Se a arena pequena e fechada não foi propícia para apresentar o grupo a “desavisados”, que costumam conhecer novas bandas em festivais, o ambiente foi ideal para o clima soturno e o som pesado dos brasileiros.



quarta-feira, 26 de março de 2014

Pery Ribeiro: Internacional


Por: Lizandra Pronin. Fonte: Território da Música.
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)







 Caixa traz a fase internacional de Pery Ribeiro, com precioso material do nosso cancioneiro popular reeditado.

Depois de lançar uma caixa com os discos de Pery Ribeiro do período de 1960 a 66, o selo Discobertas dá sequência à reedição com a fase internacional do cantor, daí o nome da nova caixa, que conta com sete álbuns.

Filho da cantora Dalva de Oliveira e do compositor Herivelto Martins, Pery Ribeiro, falecido há dois anos, é um dos responsáveis pela criação da Bossa Nova. E os cinco primeiros álbuns dessa caixa são exatamente o fruto da explosão da Bossa Nova no mundo, uma febre que levou Pery a fazer shows no México, Estados Unidos e até no Japão.

Algumas dessas apresentações foram registradas em álbuns que agora ganham remasterização e versão em CD. A caixa começa com "Gemini V En Mexico", de 1967, que tem o cantor ao lado do grupo Bossa Três e da cantora Leny Andrade. "Pery Ribeiro", de 1968, também foi gravado no México só que dessa vez o cantor está acompanhado do Primo Quinteto. O disco ganhou quatro faixas bônus.

Em seguida, vêm os discos "Bossa Rio", "Alegria!" e "Bossa Rio Live in Japan", que trazem outra banda com Pery. O quinteto inclui Gracinha Leporace, que faz duetos com o cantor. Os dois primeiros são de estúdio e foram gravados em Hollywood, na Califórnia (EUA). O terceiro, como o nome indica, é o registro de uma apresentação em Osaka, no Japão.


Como a intenção era mostrar a música brasileira para o mundo, os álbuns reúnem diversos clássicos, como "Arrastão", "É de Manhã", "Canto de Ossanha", "Garota de Ipanema", "Mas que nada" e "Corcovado". Há também versões de Beatles - "Black Bird" e "Eleanor Rigby" - e Burt Bacharach.

Sabendo que uma das maiores alegrias de Pery era estar no palco, os discos ao vivo inclusos nesse relançamento ganham ainda mais charme e importância. "Aos 70 anos de vida, estar sempre no palco é o meu grande oxigênio", disse o cantor em entrevista ao Território da Música, em 2007, ao falar sobre os momentos mais marcantes de sua carreira.

"Pery: Internacional" encerra com dois discos que Pery gavou quando voltou ao Brasil, no início da década de 1970. São "Pery Ribeiro", de 1971, e "Pery Ribeiro" de 1972. Este último traz como faixa adicional a canção "Do Lado do Coração", uma composição de Fagner que integrou a trilha sonora da novela "Jerônimo", exibida pela TV Tupi.

Marcelo Fróes, mais uma vez, acerta na escolha e no cuidado com o precioso material do nosso cancioneiro popular. Mais do que focar na performance de Pery, esses discos enaltecem a Bossa Nova, com músicas cheias de arranjos trabalhados, improvisos e uma aura sofisticada emprestada do Jazz que, misturada ao suingue do estilo, foi - e continua sendo - tão apreciada mundo afora.


"Gemini V en Mexico" (1967)

01. Samba De Verão
02. O Pato/o Samba Da Minha Terra/só Danço Samba/ros
03. Love For Sale
04. Água De Beber
05. Melhor Voltar
06. Último Canto
07. Garota De Ipanema
08. Reza

"Pery" (1968)

01. Máscara Negra
02. Na Baixa Do Sapateiro
03. E Nada Mais
04. Ave Maria No Morro
05. Água De Beber
06. Inútil Paisagem
07. Arrastão
08. Mas Que Nada
09. É De Manhã
10. Meu Limão, Meu Limoeiro
11. Corcovado
12. Guantanamera
13. The Girl From Ipanema (garota De Ipanema)
14. Quiet Nights (corcovado)
15. How Insensitive (insensatez)
16. And Roses And Roses (das Rosas)

"Bossa Rio" (1968)

01. Por Causa De Você, Menina
02. Do You Know The Way To San Jose
03. Wave
04. Day By Day
05. Today Tomorrow (boa Palavra)
06. Up, Up And Away
07. Nana
08. Old Devil Moon
09. Veleiro
10. Gentle Rain
11. Canção Do Sal


"Alegria!" (1969)

01. Spinning Wheel
02. Zazueira
03. Girl Talk
04. The Night Has A Thousand Eyes
05. Que Pena
06. With Your Love Now (mustang Cor De Sangue)
07. Open Your Arms (andança)
08. Eleanor Rigby
09. Don’t Go Breaking My Heart
10. Blackbird


"Bossa Rio Live in Japan" (1970)

01. Spinning Wheel
02. Irene
03. Come And Get It
04. Canto De Ossanha
05. Juliana
06. Zazueira
07. Eleanor Rigby
08. Blackbird
09. Que Pena
10. Girl Talk
11. Quem Diz Que Sabe
12. Far Away

"Pery Ribeiro" (1971)

01. Coisas
02. Agora
03. O Que Faço Pra Esquecer
04. Menina Dos Olhos Tristes
05. Canção Do Nosso Amor
06. O Herói
07. Dia De Vitória
08. Pra Você
09. Canto Puro Amor
10. Vida Ruim
11. É Só Esperar
12. Praça Onze

"Pery Ribeiro" (1972)


01. Dois Animais Na Selva Suja Da Rua
02. Metades
03. De Volta
04. Morte Do Amor
05. Noves Fora Nada
06. Canto Livre
07. Cacos
08. Só Quero
09. Essa Rua, Essa Tarde
10. Diariamente
11. Do Lado Do Coração
Avaliação:
Selo: Discobertas
Ano de lançamento: 2014