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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dom do Brasil, o samba faz 100 anos junto e misturado em todos os cantos


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Imagens: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)



Dizem que o samba nasceu na Bahia. Outros garantem que o parto aconteceu nas imediações do Centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ) entre a mítica Praça Onze e o seminal bairro do Estácio, berço de morros que gestaram pioneiros bambas cariocas como Ismael Silva (1905 – 1978). O fato é que o samba faz 100 anos entranhado em todos os cantos do Brasil. Tem samba nos quintais e nos terreiros que desencavam raízes de tempos idos. Mas também tem samba no jazz, no rock, no soul, no funk, no coco e até no pagode romântico. Por mais que puristas tenham tentando cristalizar um samba puro, o ritmo se espalhou, deliciosamente maculado, por todo o Brasil. E assim chega aos 100 anos de vida eterna.

O centenário de nascimento do samba é oficialmente festejado neste mês de novembro de 2016, porque foi no dia 27 de novembro de 1916 que Ernesto Joaquim Maria dos Santos (1889 – 1974) , o Donga, registrou o amaxixado samba Pelo telefone na Biblioteca Nacional. No papel, a autoria do samba costuma ser creditada a Donga e a Mauro de Almeida (1882 – 1956), oficializado posteriormente como parceiro. Contudo, a rigor, tal autoria é controvertida. O samba em questão pode ter vindo ao mundo por meio de criação coletiva. Mas isso já pouco importa. Como pouco importa a data da certidão de nascimento.

(Crédito da imagem: cartaz promocional da série 100 anos de samba, exibida pelo Canal Brasil em 2014 e disponível no portal Globosat Play)





Não, o samba não nasceu na data do registro de Pelo telefone. O parto foi mais longo e o sêmen veio da África. Mas o embrião cresceu no Brasil, seja no Rio ou na Bahia. E daqui, do Brasil, partiu para o mundo, mesmo que o Tio Sam nunca tenha entendido de fato que o samba não é rumba. Mas ele logo compreendeu que a Bossa Nova era o samba tocado com a influência do jazz. E aí o samba ganhou os Estados Unidos e na sequência o mundo, porque, de acordo com o papa João (Gilberto), Bossa Nova nada mais é do que samba.

Mas não era assim desde que o samba é samba. O samba veio ao mundo por meio do suor de mãos negras. Lágrimas claras foram derramadas sobre peles escuras desde então para propagar essa tristeza que balança, como sentenciou o poeta, e que faz a alegria do povo. Teve muito samba triste nestes 100 anos, e como teve, mas samba, no imaginário coletivo, é sobretudo sinônimo de alegria, de confraternização, de gente reunida e feliz.

Bastam um violão e um surdo na marcação. E o samba renasce a cada dia, pois ninguém acredita nesse papo velho de que o samba acabou. Só se foi quando o dia clareou e o sambista foi trabalhar. Porque, de malandro, o sambista herdou somente a fama dos bambas da década de 1930. O poder da criação é exercido fora do horário do expediente. Mas, quando o samba vem, ninguém o segura. Ele se espalha logo, por todos os cantos, se misturando no meio do povo. E é assim que o samba faz 100 anos, junto e misturado, vivo, sem nunca ter agonizado. Porque o samba é o dom do Brasil.


  




sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O Bolero desde 1883, em resumo

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Edição: Jorge Luiz da Silva.


Bolero
Informações gerais
Contexto cultural: Fim do século XIX, em Cuba
Instrumentos típicos: Violão, piano, instrumentos de sopro
Popularidade: Muito popular na América Latina
Subgêneros: Bolero son, Bolero ranchero, Bachata, Bolero moruno
Cenas regionais: Argentina, Cuba, México, Porto Rico


Outros tópicos:

Música da América Latina
O bolero é um ritmo que mescla raízes espanholas com influências locais de vários países hispano-americanos.

De origem Cubana tornou-se mais conhecido como canção romântica mexicana, sofreu modificações, especialmente desenvolvendo temas mais românticos e de ritmo mais lento.

Tem tradição nos seguintes países: Cuba, Porto Rico, República Dominicana, Colômbia, México, Peru, Venezuela , Uruguai, Argentina e Brasil.


América Latina

O primeiro bolero surgiu na data de 1883, na voz do cubano José Sanchéz, posteriormente adotado pelos mexicanos, e depois por toda a América Latina.

Bésame Mucho
O mais célebre bolero mexicano é Bésame mucho , composto por Consuelo Velásquez (1941), e interpretado, entre outros, por: The Beatles, Plácido Domingo, Diana Krall, João Gilberto, Simone, Cesária Évora, Rosa Passos, Frank Sinatra. Em francês (adaptado por Francis Blanche em 1945): Dalida, Céline Dion, Arielle Dombasle, Michel Petrucciani, Marc Lavoine, Guy Marchand e Lili Boniche.

Intérpretes
Dentre os mais conhecidos intérpretes estão: Altemar Dutra (Brasil), Trio Irakitan (Brasil), Trio Los Panchos, Agustin Lara, Bienvenido Granda, Lucho Gatica, Pedro Vargas, Consuelo Velásquez, Armando Manzanero, Lucho Barrios, e recentemente Luis Miguel, podendo ser dançado com música atuais como MPB e Baladas.


Influências
Sabe-se que o bolero influenciou o samba-canção, mambo (bolero-mambo), o chá-chá-chá e a salsa.
Na República Dominicana, surgiu, na década de 1960, uma variante do bolero chamada bachata.


Bolero e o Fado
A 20 de Julho de 2012 foi feito pela primeira vez em Portugal um concerto que juntou o Bolero da Colômbia e o Fado (Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO) no mesmo palco, no Teatro São Luiz, organizado pela embaixada da Colômbia em Portugal marcou a comemoração do dia nacional da Colômbia e contou com a fadista portuguesa Raquel Tavares e a bolerista colombiana Lucía Pulido.

O Bolero, o Tango e o Fado são, segundo uma pesquisa da Universidade de São Paulo sobre "A canção das Mídias", do género "nômada" (conceito baseado em Paul Zunthor).
E o que seria uma “canção das mídias”?
Esse conceito de Heloísa Valente define um tipo de canção que difere das outras que a precederam por impôr condições distintas de escuta e de performance.
O estudo que teve como base o Bolero, o Tango e Fado e está neste momento a estudar mais ao pormenor o Bolero.


Bésame Mucho
Los Panchos
Autor: Velazquez
Estilo: Pop , World Music

Besame, besame mucho,
como si fuera esta noche la ultima vez...
Besame, besame mucho,
que tengo miedo perderte, perderte despues...
Quiero tenerte muy cerca,
mirarme en tus ojos y estar junto a ti,
piensa que tal vez mañana,
estare muy lejos, muy lejos de aqui...
Besame, besame mucho,
como si fuera esta noche la ultima vez...
Besame, besame mucho,
que tengo miedo perderte, perderte despues...
Quiero tenerte muy cerca,
mirarme en tus ojos y estar junto a ti,
piensa que tal vez mañana,
estare muy lejos, muy lejos de aqui...
Besame, besame mucho,
como si fuera esta noche la ultima vez...
Besame, besame mucho,
que tengo miedo perderte,
perderte despues...


As origens do Bolero

O bolero é o ritmo musical adaptado da clássica balada às raízes afro-espanholas, que se desenvolveu em Cuba, Porto Rico, República Dominicana e México.
O nascimento do gênero foi na cidade de Santiago de Cuba, em Cuba, provavelmente em 1885 com o aparecimento de Tristezas, de autoria de José Pepe Sánchez: Tristezas me dan tus quejas, mujer / Profundo dolor que dudes de mí / No hay pena de amor que deje entrever / Cuánto sufro y padezco por ti. / La vida es adversa conmigo / No deja ensanchar mi pasión / Un beso me diste un día / Lo guardo en mi corazón.(...). Por este motivo motivo diz-se que Cuba é a "Mãe" do bolero.


Surgiram dezenas de grandes compositores e intérpretes latino-americanos como, por exemplo, Oswaldo Farrés e Gonzalo Roig (Cuba), Rafael Hernández e Pedro Flores (Porto Rico), Agustín Lara, María Grever e Consuelo Velasquez (México), Lucho Gatica (Chile), Mario Clavell e Gregorio Barrios (Argentina) e tantos outros.

Alguns desses mestres da música romântica já foram inseridos na seção "protagonistas". A seguir um resumo dos compositores, intérpretes e das obras-primas românticas de Cuba, México e Porto Rico.


Bolero em Cuba

O primeiro bolero de fama internacional foi Aquellos ojos verdes (1929), composto pelo cubano Nilo Menéndez, enamorado de Conchita Utrera, uma linda cubana de olhos claros. Conta o compositor que na noite em que a conheceu, compôs a melodia e pediu ao poeta Adolfo Utrera, irmão de Conchita, que colocasse a letra, sugerindo-lhe o tema. Da mesma época é o bolero Quiéreme mucho, de Gonzalo Roig, que reflete nos versos o amor romântico que jura permanecer por toda a eternidade: Quiéreme mucho, dulce amor mío / que amante siempre te adoraré, / yo con tus besos y tus caricias / mis sufrimientos acallaré... / Cuando se quiere de veras / como te quiero yo a ti, / es imposible mi cielo / tan separado vivir...


Na década de 40 o bolero já havia se imposto em Cuba e nesta época destacaram vários compositores como Oswaldo Farrés, Bobby Collazo e Isolina Carrillo. Farrés fez fama com Toda una vida no qual repete-se o tema da promessa do amor eterno (Toda una vida estaría contigo / no me importa en qué forma ni cuándo, ni cómo, pero junto a ti....) além dos boleros Acércate más, Quizás, quizás, quizás e Tres palabras .

Bobby Collazo compõe La última noche cantada por Pedro Vargas em 1946. De Isolina Carrillo é o bolero Dos gardenias em que estréia o cantor porto-riquenho Daniel Santos. Outros compositores cubanos são José Antonio Méndez (La gloria eres tú), César Portillo de la Luz (Contigo en la distancia) e Frank Domínguez cujo bolero Tú me acostumbraste marcou época na carreira de Lucho Gatica.


Bolero no México

No final do século XIX, através da península de Yacatán, chegou ao México um ritmo de dança chamado habanera e com ele a canção La paloma muito popular durante o império de Maximiliano I e Carlota. A partir desta canção desenvolveria-se a dança mexicana de cadência inconfundível e dela foi fácil passar ao ritmo de bolero.

Na década de 20 aparece em cena o compositor mexicano Agustín Lara, cujas composições levará o bolero ao auge. Compõe cerca de 500 canções das quais se estima 162 foram boleros. Com eles estabeleceu a norma clássica do bolero, a qual consiste em 32 compassos divididos em duas partes, os primeiros 16 em tom menor e os outros 16 em tom maior. A mulher foi uma fonte de inspiração importantíssima em sua obra.


Com uma sensualidade exacerbada Lara fragmenta o corpo feminino em olhos, boca, pele, voz, modo de andar, em uma tentativa de apropriar-se desse corpo imaginado, objeto do desejo. Este se vê claramente nos boleros Palmeras e Tus pupilas. Seguindo a tradição do amor cortês, Lara representa a paixão amorosa como uma força insuperável e inexplicável, ou como um destino fatal mais forte que a própria morte. E essa idéia do amor continua viva entre os latino-americanos daí a popularidade dos boleros de Agustín Lara. São de sua autoria os boleros famosos como Solamente una vez, Oración Caribe e Pecadora.

Outras figuras que se destacam na produção de boleros mexicanos são: María Grever (Júrame e Cuando vuelva a tu lado), Gonzalo Curiel (Vereda tropical), Gabriel Ruiz (Usted) e Consuelo Velázquez que fez Bésame mucho, conhecidíssimo bolero cantado no mundo inteiro.


O desenvolvimento do bolero no México também foi impulsionado por influências estrangeiras, como o compositor porto-riquenho Rafael Hernández, que permaneceu neste país durante 16 anos em que compôs uma boa parte de sua obra musical, e também da visita do Trío los Panchos, no final dos anos 40, criadores de um estilo brilhante imitado por milhares de trios no mundo inteiro.

Não se pode concluir uma visão panorâmica do bolero no México sem mencionar Armando Manzanero, a quem devemos um rico repertório entre os mais famosos Contigo aprendí, Adoro e Esta tarde vi llover.


Bolero em Porto Rico

Se o bolero está centrado tradicionalmente em um sentimento relacionado com o amor - ódio, incerteza, desespero, felicidade ou êxtase - o bolero porto-riquenho se diferencia por ser fundamentalmente descritivo/narrativo. A maior parte dos boleros que manifestam estas características foram produzidos em Nova York nos anos 30 para um público de imigrantes recém-assentados nesta cidade.

A música era uma história que se recordava, era um ritual de saudade da terra longínqua. Talvez Rafael Hernández e Pedro Flores, grandes compositores de Porto Rico, foram influenciados pelo estilo do aquinaldo, villancico e plena, três gêneros musicais porto-riquenhos que usavam freqüentemente a narração e a descrição.


Finalmente o bolero havia procurado usar uma linguagem culta para merecer a atenção da classe alta. De modo que era freqüente encontrar compositores que se esforçavam por usar uma linguagem depurada, solicitando, às vezes, ajuda de amigos poetas. Não é de estranhar então que o bolero também se aproprie de certos rasgos do estilo modernista. Isso se demonstra com um grupo de talentosos compositores porto-riquenhos que abriram essa tendência, enriquecendo o bolero com a técnica narrativo-descritiva. Entre eles, destacam-se Rafael Hernández, Pedro Flores, Bobby Capo, Johnny Rodríguez, Tito Hernández e Noel Estrada.


Não teria sido fácil desenvolver o bolero como canção e como ritmo sem a intervenção de Rafael Hernández, cuja produção musical e poética pode ter ultrapassado 2.000 canções. Compôs, em 1927, em Nova York, uma das canções mais lindas de seu repertório: Lamento borincano. É uma espécie de canto lírico que descreve a inconformidade que sente o autor diante da pobreza em que vive o camponês de seu país.


Como se vê na letra da música, o autor mistura a narração, a descrição e o monólogo interior (o pensamento do personagem), conseguindo que nos identifiquemos com o alegre jíbaro (índio, camponês): Sale loco de contento / con su cargamento / para la ciudad, sí, para la ciudad (...) / Y alegre, el jibarito, va, / pensando así, diciendo así, / cantando así por el camino: / "Si yo vendo la carga mi Dios querido / un traje a mi viejita / voy a comprar / Y alegre, también su yegua va (....). Uma vez dados os personagens (o camponês, sua velhinha e a sua égua), a situação concreta que se busca apresentar (a venda de sua carga) e um tom de alegria, passa a representar, na segunda parte da canção, um forte sentimento de tristeza, de quase desespero: Pasa la manaña entera / sin que nadie pueda / su carga comprar, su carga comprar / Todo, todo esta desierto / Y el pueblo está muerto / de necesidad, de necesidad (...).


A conseqüência natural desta triste história é o lamento que se segue, com o qual o autor busca comover o público com a injustiça social que sofre o camponês de seu país: Y triste el jibarito va /pensando así, diciendo así, / llorando así por el camino / Que será de Borinquen mi Dios querido!


Outro exemplo da técnica narrativa/descritiva no bolero de Porto Rico é Bajo un palmar de Pedro Flores. Essa técnica é empregada em muitos boleros porto-riquenhos. Experimente dar uma olhada, por exemplo, em En mi viejo San Juan de Noel Estrada e Desvelo de amor de Rafael Hernández.


Fonte: El Bolero - Denison University - Granville - OHIO - USA (http://www.denison.edu), Cifrantiga - Cifras e História da MPB.


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terça-feira, 24 de setembro de 2013

História resumida do Rock

Fonte: suapesquisa.com
Edição: Jorge Luiz da Silva.

História do Rock´n Roll, Rock no Brasil, Grupos e Bandas de Rock Nacionais e Internacionais, os grandes sucessos do rock

Elvis Presley: símbolo máximo do rock

Origens do rock
Este gênero musical de grande sucesso surgiu nos Estados Unidos nos anos 50 (década de 1950).. Inovador e diferente de tudo que já tinha ocorrido na música, o rock unia um ritmo rápido com pitadas de música negra do sul dos EUA e o country. Uma das características mais importantes do rock era o acompanhamento de guitarra elétrica, bateria e baixo. Com letras simples e um ritmo dançante, caiu rapidamente no gosto popular. Apareceu pela primeira vez  num programa de rádio no estado de Ohio (EUA), no ano de 1951.

A rock na década de 1950 : primeiros passos
É a fase inicial deste estilo, ganhando a simpatia dos jovens que se identificavam com o estilo rebelde dos cantores e bandas. Surge nos EUA e espalha-se pelo mundo em pouco tempo. No ano de 1954, Bill Haley lança o grande sucesso Shake, Rattle and Roll. No ano seguinte, surge no cenário musical o rei do rock Elvis Presley. Unindo diversos ritmos como a country music e o rhythm & blues. O roqueiro de maior sucesso até então, Elvis Presley lançaria o disco, em 1956, Heartbreaker Hotel, atingindo vendas extraordinárias. Nesta década, outros roqueiros fizeram sucesso como, por exemplo, Chuck Berry e Little Richard.


O rock nos anos 60: rebeldia e transgressão
Esta fase marca a entrada no mundo do rock da banda de maior sucesso de todos os tempo : The Beatles. Os quatro jovens de Liverpool estouram nas paradas da Europa e Estados Unidos, em 1962, com a música Love me do. Os Beatles ganham o mundo e o sucesso aumentava a cada ano desta década.
A década de 1960 ficou conhecida como Anos Rebeldes, graças aos grandes movimentos pacifistas e manifestações contra a Guerra do Vietnã. O rock ganha um caráter político de contestação nas letras de Bob Dylan. Outro grupo inglês começa a fazer grande sucesso : The Rolling Stones.
No final da década, em 1969, o Festival de Woodstock torna-se o símbolo deste período. Sob o lema "paz e amor", meio milhão de jovens comparecem no concerto que contou com a presença de Jimi Hendrix e Janis Joplin.
Bandas de rock que fizeram sucesso nesta época : The Mamas & The Papas, Animals, The Who, Jefferson Airplane, Pink Floyd, The Beatles, Rolling Stones, The Doors.

O rock nos anos 70:
disco music, pop rock e punk rock
Nesta época o rock ganha uma cara mais popular com a massificação da música e o surgimento do videoclipe. Surge também uma batida mais forte e pesada no cenário do rock. É a vez do heavy metal de bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Por outro lado, surge uma batida dançante que toma conta das pistas de dança do mundo todo. A dance music desponta com os sucessos de Frank Zappa, Creedence Clearwater, Capitain Beefheart, Neil Young, Elton John, Brian Ferry e David Bowie.
Bandas de rock com shows grandiosos aparecem nesta época : Pink Floyd Genesis, Queen e Yes.

Anos 80 : um pouco de tudo no rock
A década de 1980 foi marcada pela convivência de vários estilos de rock. O new wave faz sucesso no ritmo dançante das seguintes bandas: Talking Heads, The Clash, The Smith, The Police.
Surge em Nova York uma emissora de TV dedicada à música e que impulsiona ainda mais o rock. Esta emissora é a MTV, dedicada a mostrar videoclipes de bandas e cantores.
Começa a fazer sucesso a banda de rock irlandesa chamada U2 com letras de protesto e com forte caráter político. Seguindo um estilo pop e dançante, aparecem Michael Jackson e Madonna.

Anos 90 : década de fusões e experimentações
Esta década foi marcada por fusões de ritmos diferentes e do sucesso, em nível mundial, do rap e do reggae. Bandas como Red Hot Chili Peppers e Faith no More fundem o heavy metal e o funk, ganhando o gosto dos roqueiros e fazendo grande sucesso.
Surge o movimento grunge em Seattle, na California. O grupo Nirvana, liderado por Kurt Cobain, é o maior representante deste novo estilo. R.E.M., Soundgarden, Pearl Jam e Alice In Chains também fazem sucesso no cenário grunge deste período.
O rock britânico ganha novas bandas como, por exemplo, Oasis, Green Day e Supergrass.

O Rock no Brasil
O primeiro sucesso no cenário do rock brasileiro apareceu na voz de uma cantora. Celly Campello estourou nas rádios com os sucessos Banho de Lua e Estúpido Cupido, no começo da década de 1960. Em meados desta década, surge a Jovem Guarda com cantores como, por exemplo, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. Com letras românticas e ritmo acelerado, começa fazer sucesso entre os jovens.

Na década de 1970, surge Raul Seixas e o grupo Secos e Molhados. Na década seguinte, com temas mais urbanos e falando da vida cotidiana, surgem bandas como: Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, Blitz e Os Paralamas do Sucesso.
Na década de 1990, fazem sucesso no cenário do rock nacional : Raimundos, Charlie Brown Jr., Jota Quest, Pato Fu, Skank entre outros.

Você sabia?
- Comemora-se em 13 de julho o Dia Mundial do Rock.



13 de julho - Dia Internacional do Rock!
Fonte e fotos: portaldorock.com.br

Mas porque 13 de julho? Foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid - uma perfeita combinação de artistas lendários da história da pop music e do rock mundial.

Tina Turner & Mck Jagger

Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live Aid tinha um teor mais elevado, que era a tentativa nobre de conseguir fundos para que a miséria e a fome na África pudessem ser pelo menos minimizadas. Dois shows foram realizados, sendo um no lendário Wembley Stadium de Londres (Inglaterra) e outro no não menos lendário JFK Stadium na Filadélfia (EUA).

Os shows traziam um elenco de megastars, como Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys, entre outros, alcançando uma audiência pela TV de cerca de 2 bilhões de telespectadores em todo o planeta, em cerca de 140 países. Ao contrário do festival Woodstock (tanto o 1 como o 2), o Live Aid conseguiu tocar não somente os bolsos e as mentes das pessoas, mas também os corações.

Pete Towshend (The Who)

No show da Filadélfia, Joan Baez abriu o evento executando "Amazing Grace", com cerca de 101 mil pessoas cantando em coro o trecho "eu estava perdido e agora me encontrei, eu estava cego e agora consigo ver". Este show marcou também a única reunião dos três sobreviventes da banda Led Zeppelin, Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, com a presença ilustre de Phil Collins na bateria.

No final deste show, Mick Jagger e Tina Turner juntos, cantando "State of Shock" e "It's Only Rock and Roll", com Daryl Hall, John Oates e os ex-integrantes dos Temptations, David Ruffin e Eddie Kendrichs fazendo os backing vocals. Foi realmente um momento único na história do ROCK!

Paul McCartney & Elton John

O Live Aid conseguiu em 16 horas de show acumular cerca de 100 milhões de dólares, totalmente destinados ao povo faminto e miserável da África. Isso é a cara do ROCK AND ROLL!

ATITUDE!!!

Robert Plant & Jimmi Page (Led Zeppelin)

Fotos: brasilescola.com / portaldorock.com.br /
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Twist... O Ritmo dos Anos 60

Por: Plínio Farias.
Fonte: ahistoriaeassim.blogspot.com.br
Edição: Jorge Luiz da Silva.


           O ritmo conhecido por twist tem sua origem nos Estados Unidos.
É uma dança que abrange múltiplos ritmos como rock and roll, jazz e outros compassos.
Balizou uma geração de jovens a cata de alvedrio, devaneios, utopias, ainda que, muitos dos desejos não foram conseguidos, contudo, valia viver aquele momento.

Na década 60, o ritmo estendeu-se dos EUA para diversos países, influenciando os jovens daquela época, por mais direitos e liberdade, tendo como principal divulgador desse estilo musical Chubby Checker.
Ernest Evans ou Chubby Checker adotou este nome no campo artístico.
Nasceu na cidade de SpringGulley no Estado da Carolina do Norte, posteriormente foi residir em South Philadelphia, na Pensilvânia.
Apenas com oito anos de idade constituiu um grupo harmônico, proporcionavam festas nas ruas e nas escolas, as vezes imitavam cantores da época.
Foi a partir desse ritmo irresistível que a dança individual inseriu mais um ritmo, conhecido por discoteca.


A trajetória desse ritmo e música começou em 1959, quando Hank Ballard, fez uma composição titulada por “TheTwist”  sendo extraídos alguns compassos de outra dança pouco conhecida e impopular da Flórida.
Hank Ballardlançou um compacto com a melodia “The Twist”, porém não obteve sucesso nesse empreendimento.
Fez alguns shows mas não atraiu atenção do público perante a música e da dança.

Porém, em 1960 um emissário musical conhecido por DickClark, ficou extremamente deslumbrado por esse estilo, e procurou um cantor interessado em regravar a música.
Foi apresentado a Dick Clark um jovem que estava principiando no mundo da música.
Seu nome era Chubby Checker, que apesar de não expor tanto interesse no novo estilo, mesmo assim ele gravou.
No entanto ele se enganou, fez um espetacular sucesso, ganhando espaços nas redes de televisões, sendo aceita pelo público.


Chubby Checker introduziu alguns compassos e também na maneira de cantar.
Conseguiu um bombástico sucesso, chegando a ocupar a primeira colocação da Billboard Hot 100.
Esse estilo chegou a ser denominado inconveniente pela Igreja Católica naquela época.
Além disso foi a partir dessa dança, que as pessoas começaram a dançar a sós.
Principalmente as jovens não precisavam mais aguardar que qualquer rapaz  acenassem para dançar.

Esse novo jeito de dançar, que ganhou o epíteto de Twist, revolucionou, e influenciou o mundo artístico, tanto no figurino de se vestir, como também influenciou na parte da educação física, devido os compassos, pois o bailado estabelecia um bom condicionamento físico.
Outros usavam o Twist como meio de emagrecer, salvo-conduto que a dança trabalha com boa parte do corpo principalmente as pernas e os quadris.


Tudo começou com uma simples canção e um estilo desconhecido de bailar.
Infelizmente não foi bem acatada no início, deixando decepcionado o seu percussor.
Porém tudo o que você tentar desempenhar, deposite confiança mesmo quando a brisa não ateie ao seu encontro, os ventos não sopram apenas em uma direção, nenhuma peleja é vencida as vezes com receio, medo, de não acertar.

Faça como Dick Clark, mesmo sabendo do fracasso obtido pelo primeiro lançamento, teve coragem de apostar e acreditar que era possível escrever uma nova página na história do mundo artístico.
O novo ritmo que foi aperfeiçoado por Chubby Checker, cujo nome verdadeiro é Ernest Evans, revolucionou o cenário musical, fazendo com que esse estilo de dança e música seja indispensável na história das danças populares da humanidade.


Chubby Checker - The Twist


Fonte de referências:
http://therapypsycho.wordpress.com/2011/04/10/the-twist-o-exito-dos-anos-60/

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