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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Caetano assina direção musical do projeto em que Teresa Cristina canta Noel Rosa


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Foto: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)






Batuque é um privilégio. O verso-sentença do samba-canção Feitio de oração (Vadico e Noel Rosa, 1933) é o subtítulo do projeto em que a cantora carioca Teresa Cristina dá voz à obra do compositor conterrâneo Noel Rosa (1910 – 1937). O show Teresa canta Noel – Batuque é um privilégio estreia neste primeiro semestre de 2018. Caetano Veloso assina a direção musical.


A abordagem do cancioneiro de Noel – o compositor brasileiro mais relevante da década de 1930, afiado cronista musical dos costumes da época – é o terceiro projeto consecutivo de Teresa Cristina em torno do repertório de um determinado compositor. Dedicado ao cancioneiro do compositor carioca Cartola (1908 – 1980), o show anterior Teresa Cristina canta Cartola – Um poeta de Mangueira estreou em novembro de 2015, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), e gerou disco ao vivo em 2016. Antes, em 2012, a cantora abordou o repertório de Roberto Carlos em álbum derivado de show de 2011 e gravado em estúdio com o grupo carioca Os Outros.





quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Denny Denan realiza seu primeiro show em Salvador


Texto: Enviado por Caio Coroa
Imagens: Reprodução / Arquivo
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)


Denny deixou a Timbalada em junho deste ano (Foto: Alan Tiago Alves / G1)


Para celebrar o lançamento da sua carreira solo, o cantor Denny Denan fará uma apresentação gratuita no dia 6 de agosto (domingo), a partir das 10h, no Dique do Tororó, em Salvador. Denny e sua trupe estarão a bordo de um Pranchão que permite aproximação e interação com o público. 

No repertório, clássicos da música baiana além de canções inéditas como “Dançadeira”, “Estou muito feliz, cheio de novidades e ansioso por esse encontro com o público baiano. Esse será meu primeiro show após a saída da Timbalada e é um projeto solo que resgata um antigo desejo meu de apresentar a minha pluralidade artística e musical, resultado de uma história construída com base em muito trabalho, estudo, pesquisa e aprendizado”, revela Denny. 

Serviço:

O que: "Show de Denny Denan"
Quando: domingo (06)
Onde: Dique do Tororó, em Salvador, a partir das 10h
Quanto: Evento Gratuito

  


domingo, 23 de julho de 2017

Falamansa grava show em festival capixaba para gerar o DVD '20 anos'


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)



Embora tenha surgido oficialmente em 1998 na cidade de São Paulo (SP), a banda de forró Falamansa já começa a celebrar os 20 anos de carreira com a gravação ao vivo do show que fez ontem, 22 de julho de 2017, na 17ª edição do Festival Nacional de Forró Itaúnas (Fenfit), tradicional atração do calendário artístico da cidade de Conceição da Barra, no Espírito Santo.

No roteiro deste show, que foi captado para edição de DVD e CD ao vivo, o grupo vai rebobinar músicas como Rindo à toa e Xote dos milagres, ambas de autoria de Ricardo Ramos Cruz, o Tato, mentor, vocalista, violonista e principal compositor do Falamansa. E ambas lançadas no primeiro álbum da banda, Deixa entrar (2000), disco de hits massivos que deu projeção nacional ao Falamansa há 17 anos. De lá para cá, o grupo nunca mais bisou o êxito comercial deste disco de estreia, mas continua atuante no circuito brasileiro de shows de forró.







Após a gravação ao vivo, Tato (voz e violão), Alemão (zabumba), Dezinho (triângulo e percussão) e Valdir do Acordeon (acordeom) se encontraram no Bar do Forró, nas imediações do festival capixaba, com colegas como Mestrinho, Targino Gondim e Trio Nordestino. Imagens desses encontros foram feitas para adensar o making of e os extras do DVD Falamansa 20 anos.

(Crédito da imagem: reprodução da página do Falamansa no Facebook)







quarta-feira, 5 de julho de 2017

Ode em prêmio, biografia, show com Nação e álbum mantêm Ney em cena


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)





A menos de um mês de completar 76 anos, em 1º de agosto, Ney Matogrosso continua no olho do furacão. Iniciada em fevereiro de 2013, a extensa turnê do show Atento aos sinais já está na reta final. Mas homenagem em prêmio, biografia, show com a Nação Zumbi e álbum de estúdio se encarregarão de manter o cantor sul mato-grossense em evidência ao longo dos próximos meses.

A celebração da obra do artista na 28ª edição do Prêmio da Música Brasileira está programada para o dia 19 deste mês de julho de 2017 em festa-show no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Até Chico Buarque, geralmente arisco a eventos do gênero, confirmou presença no elenco de intérpretes com a intenção de cantar As vitrines (1982), música de Chico já gravada por Ney para a trilha sonora do filme Chico – Artista brasileiro (2015).


A biografia está sendo escrita pelo jornalista paulistano Julio Maria – autor do melhor livro sobre a cantora Elis Regina (1945 – 1982), Elis Regina – Nada será como antes (Master Books, 2015) – e será publicada pela editora Companhia das Letras. O desafio do jornalista é apresentar uma biografia que retrate o cidadão Ney de Souza Pereira de forma tão profunda como a exposição do artista no livro Um cara meio estranho (Rio Fundo Editora, 1992), escrito por Denise Pires Vaz, editado há 25 anos e há muito tempo fora de catálogo.


O inédito show com a Nação Zumbi acontece em setembro, dentro da programação do palco Sunset da sexta edição carioca do festival Rock in Rio. Músicas dos repertórios do grupo Secos & Molhados e da banda pernambucana estão previstas no roteiro do show. Antes, em 22 de agosto, estreia no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro (RJ), um show em homenagem ao cantor, Puro Ney, protagonizado pelos cantores Marcos Sacramento e Soraya Ravenle.

Já o álbum está em processo de gestação. Abortado o projeto de um disco focado nos cancioneiros de compositores marginalizados pelo mercado fonográfico brasileiro, Ney começou a preparar álbum de carreira, com regravações de músicas brasileiras e algumas inéditas. Uma das composições cogitadas para o repertório do álbum é A maçã (Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo Motta, 1975).

(Crédito da imagem: Ney Matogrosso em foto de divulgação Fábio Piva / Red Bull Studios / Rock in Rio)











segunda-feira, 3 de abril de 2017

Baby canta o Brasil de Ary, Caymmi e Assis no roteiro do show 'Experience'


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)




Show que Baby do Brasil criou para festival escocês e que estreou na madrugada deste domingo, 2 de abril de 2017, no Brasil que lhe dá nome artístico, Baby do Brasil experience é, em tese, um show de guitarras (as de Daniel Santiago e Frank Solari) com pegada roqueira.

Só que, no Brasil tropicalista de Baby, eterna nova baiana nascida há quase 65 anos na cidade fluminense de Niterói (RJ), a linguagem do rock embute a cadência bonita do samba. Por isso, o público carioca que encheu o Circo Voador nem estranhou quando Baby começou a cantar o Brasil e o samba exaltados por compositores como Ary Barroso (1903 – 1964), Assis Valente (1911 – 1958) e Dorival Caymmi (1914 – 2008), representados, respectivamente, por Aquarela do Brasil (1939), Brasil pandeiro (1941) e Samba da minha terra (1940).






Em roteiro no qual a cantora e compositora apresentou (trechos de) músicas inéditas que vão compor o repertório do próximo álbum de estúdio da artista, como o blues Aquela porrada (Rafael Garrido e Baby do Brasil) e a lúdica Ai, ui, fui (Pepeu Gomes e Baby do Brasil), teve espaço inclusive para o choro Brasileirinho (1949), tema do compositor Waldir Azevedo (1923 – 1980) que Baby canta com destreza, e para o solidário hit internacional Stand by me (Ben E. King, Jerry Leiber e Mike Stoller, 1961).







Eis o roteiro seguido na madrugada de 2 de abril de 2017 por Baby do Brasil no Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), na estreia nacional do show Baby do Brasil experience, em apresentação vivaz, mas longa, que roçou as três horas de duração:






1. Força do olhar (Pepeu Gomes e Baby do Brasil, 1984)
2. Paz e amor (Pepeu Gomes, Didi Gomes e Baby do Brasil, 1981)
3. Cósmica (Baby do Brasil, 1982)
4. Tinindo trincando (Moraes Moreira e Luiz Galvão, 1972)
5. Telúrica (Jorginho Gomes e Baby do Brasil, 1981)
6. Is this love / É amor (Bob Marley, 1978, em versão em português de Baby do Brasil, 1979)
7. Sem pecado e sem juízo (Pepeu Gomes e Baby do Brasil, 1985)
8. Planeta Vênus (Pepeu Gomes, Baby do Brasil e Sarah Sheeva Cidade Gomes, 1982) – com citação de Mania de você (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1979)
9. Malandro (Jorge Aragão e Jotabê, 1976)
10. Brasil pandeiro (Assis Valente, 1941)
11. Aquarela do Brasil (Ary Barroso, 1939) /
12. Samba da minha terra (Dorival Caymmi, 1940)
13. Desafinado (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1959)
14. Summertimne (George Gershwin, 1935)
15. Ai, ui, fui (Pepeu Gomes e Baby do Brasil, 2017) – Música inédita em disco
16. Stand by me (Ben E. King, Jerry Leiber e Mike Stoller, 1961)
17. Aquela porrada (Rafael Garrido e Baby do Brasil, 2017) – Música inédita em disco
18. Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979)
19. A menina dança (Moraes Moreira e Luiz Galvão, 1972)
20. Masculino e feminino (Pepeu Gomes, Didi Gomes e Baby do Brasil, 1983)
21. Todo dia era dia de índio (Jorge Ben Jor, 1981)
22. Brasileirinho (Waldir Azevedo, 1949)

Bis:
23. Seus olhos (Jorginho Gomes e Baby do Brasil, 1982)
24. Linguagem do Alunte (Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Luiz Galvão, 1974)
25. Minha oração (Pepeu Gomes, Oswaldinho do Acordeom e Baby do Brasil, 1980)
26. Um auê com você (Baby do Brasil, 1981)







(Crédito das fotos: Baby do Brasil em fotos de Mauro Ferreira na estreia nacional do show Baby do Brasil experience no Circo Voador, no Rio de Janeiro, em 2 de abril de 2017)







sábado, 25 de março de 2017

Tove Lo segue o roteiro e mostra os seios no Lollapalooza 2017


Fonte: G1.Globo.com
Foto: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)


Tove Lo mostra os seios durante show no Lollapalooza 2017 (Foto: Reprodução).
Sueca se apresentou na noite deste sábado (25) no Palco Axe do festival.


A cantora Tove Lo seguiu o roteiro em seu show neste sábado (25/03) no Lollapalooza 2017. Em apresentação muito parecida à da noite anterior, na sexta, numa Lolla Party, a sueca mostrou os seios durante "Talking body" e empolgou o público com seu pop eletrônico e sensualidade, mas mostrou que tem vozeirão, presença de palco e carisma. Uma "força da natureza".

Quem a viu na sexta (24), não notou muita diferença. O repertório de Tove Lo foi praticamente o mesmo, com destaque para os hits "Moments", "Habits (Stay high)" e "Talking body", que levantaram o coro de fãs meninos e meninas no Lolla.

Quem não havia a visto, teve a oportunidade de assistir a uma estrela em ascensão no pop que está ali por direito, e não por uma nudez eventual. Tove Lo tem afinação, uma banda compacta, mas muito forte, e o poder de hipnotizar o seu público com um gingado muito do malemolente.





sábado, 25 de fevereiro de 2017

Novos Baianos gravam show 'Acabou chorare' no retorno da turnê ao Rio


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Foto: Reprodução.
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)


(Crédito da imagem: Novos Baianos em 2 de setembro de 2016 na estreia carioca do show na casa Metropolitan, em foto de Mauro Ferreira)


Reunido desde maio de 2016, em show apresentado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves na cidade de Salvador (BA), o grupo Novos Baianos vai fazer o registro audiovisual do show Acabouchorare – Os Novos Baianos se encontram.

A gravação ao vivo será feita na volta da turnê do grupo à cidade do Rio de Janeiro (RJ), em apresentação agendada para 17 de março deste ano de 2017 na casa Metropolitan, na qual o grupo já fez o show em duas concorridas apresentações realizadas em 2 e 3 de setembro de 2016. Reagrupados após duas décadas, os Novos Baianos estão de volta à cena com a formação original.

No show, valorizado pelo cenário de Gringo Cardia, Moraes Moreira, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão enfileiram no roteiro (todos) os sucessos do grupo formado no fim dos anos 1960 e projetado na primeira metade da década de 1970.






domingo, 19 de fevereiro de 2017

Show em João Pessoa homenageia os 99 anos de Jacob do Bandolim


Fonte: G1.Globo.com (G1-PB)
Fotos: Reprodução.
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)


O bandolinista pernambucano Roberto do Valle comandou a homenagem.
'Sabadinho Bom' na praça Rio Branco, centro de João Pessoa. (Do G1 PB)


O Sabadinho Bom, evento tradicional das tardes de sábado em João Pessoa, homenageou ontem, dia 18 de fevereiro os 99 anos de Jacob do Bandolim, com a participação do bandolinista pernambucano Roberto do Valle. A homenagem fiá repleta de clássicos do choro, ritmo o qual Jacob é conhecido como um dos patronos. O show aconteceu na praça Rio Branco, centro da capital.

Jacob do Bandolim é autor de clássicos de um ritmo cem por cento brasileiro, o choro - também conhecido como chorinho. Se estivesse vivo, este ano ele completaria 99 anos; por isso, desde a semana passada que ele recebe homenagens no Rio de Janeiro, sua cidade natal, e em boa parte do país.

Novamente em João Pessoa, o bandolinista Roberto do Valle desta vez sobe ao palco para não só homenagear Jacob, como também promover uma festa que passeia do choro tradicional e clássico com músicas de Pixinguinha, Severino Ravel e Abel Ferrara, aos contemporâneos Sivuca e Paulinho da Viola.


Na banda estiveram os violonistas Isaac 7 cordas e Eduardo Fiorussi, tocando o violão de sete cordas, e teve ainda a participação do também bandolinista Diego Ayres.






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Lady Gaga fará show no 1º dia do Rock in Rio 2017, em setembro


Fonte: G1.Globo.com
Foto: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)


cantando no intervalo do Super Bowl
(Foto: Christopher Polk Getty Images North America / via AFP Photo)


Festival confirmou participação da cantora nesta segunda (6).
Ela vem ao país para divulgar o disco 'Joanne', lançado em outubro de 2016.


A estrela pop Lady Gaga fará show no Rock in Rio 2017, que acontecerá entre os dias 15 e 24 de setembro deste ano, anunciou o festival nesta segunda-feira (6). A cantora será a principal atração do primeiro dia da festa.

Gaga, que se apresentou neste domingo (5) no intervalo do Super Bowl, no Texas (EUA), também anunciou a passagem pelo Brasil nas redes sociais. A cantora vem ao país na turnê do disco "Joanne", que tem as faixas "Million reasons" e "Perfect illusion". O álbum foi lançado em outubro do ano passado.

Será a estreia da cantora no Rock in Rio. Ela veio ao Brasil em 2012, para apresentações em São Paulo, Rio e Porto Alegre. Segundo a organização do festival, o show no evento será o único de Gaga no país em 2017. Os ingressos para a festa começarão a ser vendidos em 6 de abril, pelo site Ingresso.com. Ainda não há informações sobre preços.





Outras atrações

Gaga é a sexta atração confirmada do festival, que chega à sua sétima edição no Brasil. Aerosmith, Red Hot Chili Peppers, Maroon 5, Bon Jovi e Billy Idol também vão se apresentar. Neste ano, a Cidade do Rock, onde acontece a festa, será montada no Parque Olímpico, que recebeu a maior parte das competições da Olímpiada do Rio em 2016.

De acordo com a organização do evento, o novo local é duas vezes maior que a antiga Cidade do Rock, também na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e vai facilitar o acesso à festa. A produção informou que o público agora poderá optar pelo sistema de transportes usado durante os Jogos Olímpicos 2016.




Neste ano, pela primeira vez, uma edição brasileira terá duas Rock Streets. As ruas temáticas com lojas, restaurantes e apresentações artísticas vão homenagear a África e o Brasil. Em novembro passado, os bilhetes do Rock in Rio Card, vendidos antecipadamente e que equivalem a ingressos para a edição de 2017, se esgotaram menos de duas horas após o início das vendas. Os cards custavam R$ 435 (inteira) e R$ 217,50 (meia).







quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Com a 'voz tamanha', Márcio Gomes canta Caetano em gravação no Rio

Texto: Mauro Ferreira
Fonte: O Fuxico.com.br /
Foto: Reprodução / Facebook Slipknot
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)




Foi na casa de shows Imperator – situada no Centro Cultural João Nogueira, no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro (RJ) – que o cantor carioca Márcio Gomes conquistou nos últimos anos público fiel (formado por senhoras) com apresentações vespertinas.

Nada mais natural, pois, que o artista tenha escolhido a casa carioca para fazer o segundo registro ao vivo da discografia. Cantor de voz volumosa, geralmente posta à moda empostada da era pré-Bossa Nova, Gomes sobe ao palco do Imperator às 16h de hoje, 11 de janeiro de 2017, para gravar o CD Eternas canções ao vivo, derivado do último disco de estúdio do cantor, lançado há dois anos.


Com produção de Thiago Marques Luiz, piloto desse CD anterior, a gravação ao vivo tem roteiro obviamente centrado no repertório do álbum independente Eternas canções (2015), no qual Márcio Gomes registrou músicas como Prelúdio pra ninar gente grande(Menino passarinho) (Luiz Vieira, 1962), Carlos Gardel (Herivelto Martins e David Nasser, 1954) e Luzes da ribalta (Limelight / Eternally) (Charles Chaplin, 1952, em versão em português de Braguinha e Antonio Almeida, 1953).

Com sinatriano arranjo orquestral, Gomes também cantará Força estranha (Caetano Veloso, 1978) com a voz tamanha.


                                                                                             



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Barato total, o encontro de Gal com Alice Caymmi tem até caça à barata


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Mauro Ferreira

Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)


Gal Costa e Alice Caymmi em foto de Mauro Ferreira






"Estou vendo uma barata! Falo sério...". O alerta de que havia uma barata no palco do Teatro Rival foi dado por Gal Costa. Feito o aviso, o produtor Talmir de Menezes entrou em cena e, juntamente com o guitarrista Guilherme Monteiro, correu atrás da barata, logo morta a pisadas. Momento divertido e inusitado da segunda edição do projeto Por acaso no Rival, apresentado pelo entrevistador José Maurício Machline nas quartas-feiras deste mês de novembro de 2016, a caça à barata até colaborou para que o encontro de Alice Caymmi e Gal Costa fosse um barato total que deliciou o público que lotou o Teatro Rival na noite de ontem, 16 de novembro, para ver e ouvir as duas cantoras falarem e cantarem juntas e a sós. Nessa noite feliz, de confraternização musical, uma barata também pode ser um barato total.
Por acaso no Rival é a versão revista e atualizada, para os tempos da web, do programa de entrevistas apresentado por Machline na TV de 1991 a 2004. Nesta versão, o programa acentua o caráter de talk-show e é feito no Teatro Rival, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), sendo gravado ao vivo para posterior exibição na internet. Na edição que juntou Alice e Gal, a conversa fluiu tão bem quanto os 15 números musicais de tom minimalista, calcados na força das vozes das cantoras, acompanhadas somente pelos respectivos guitarristas.

Os três duetos das cantoras resultaram memoráveis e, de certa forma, até históricos. Afinal, 40 anos depois de lançar um álbum dedicado ao cancioneiro de Dorival Caymmi (1914 – 2008), Gal se encontrou – pela primeira vez – com a neta do compositor baiano, uma das cantoras mais expressivas destes anos 2010. O primeiro dueto, quando Gal entrou em cena ao fim da entrevista de Alice, aconteceu em Modinha para Gabriela (Dorival Caymmi, 1975) e soou como aperitivo para os dois saborosos pratos principais servidos ao fim do talk-show.

O dueto cúmplice e terno de Alice e Gal em Baby (Caetano Veloso, 1968) emocionou o público e a própria Alice, cujas lágrimas rolaram em cena pelo simples fato de estar cantando um sucesso de Gal ao lado de uma das maiores cantoras do mundo de todos os tempos – qualidade superlativa que Gal reiterara, momentos antes, quando solou músicas como Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) e Vaca profana (Caetano Veloso, 1984), números que sobressaíram no bloco em que, entre boas lembranças do repertório da cantora, Gal discorreu para Machline e a plateia sobre influências musicais, o amor incondicional pelo filho Gabriel e a afinidade com Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), de quem cantou Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959).

Contudo, o ápice da antológica noite musical foi o arrepiante dueto final de Alice e Gal em Sua estupidez (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969). Ali, naquele momento, a voz grave de Alice ombreou o cristal luminoso de Gal na interpretação daquela canção do Roberto que, desde 1971, está associada tanto ao Rei quanto ao canto de Gal.

Coroada na geração indie por conta do segundo álbum, Rainha dos raios (2014), Alice Caymmi abriu a noite e conquistou o público, que estava no Rival por conta de Gal, com as respostas espirituosas e sinceras que deu para as perguntas feitas por Machline com informalidade, como se ele estivesse batendo um papo com a neta de Dorival. E, já no primeiro número, Alice honrou o sobrenome Caymmi ao cantar a capella Sargaço mar (Dorival Caymmi, 1985), uma das músicas mais densas do cancioneiro do avô, compositor referencial na vida e na obra da baiana Maria da Graça Costa Penna Burgos. "Eu ninava meu filho com as canções de Caymmi quando eu morava na Bahia e ele era pequenininho", revelou Gal ao ser chamada ao palco com Machline para o primeiro encontro com Alice.

Embora as cantoras tivessem se conhecido naquele dia, parecia que ambas estavam em casa. Afinal, a intérprete do disco Gal canta Caymmi (1976) é considerada parte da família do patriarca Dorival. Laços musicais à parte, Gal ocupou o espaço que era dela quando começou a cantar. Lembrou Minha voz, minha vida (Caetano Veloso, 1982), justificou os versos de Força estranha (Caetano Veloso, 1978) e caiu no samba ao improvisar Meu nome é Gal (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969) em diálogo com o toque virtuoso da guitarra de Guilherme Monteiro, também caçador de baratas de noite inesquecível. Os nomes delas, protagonistas dessa noite de barato total, são Gal Costa e Alice Caymmi, cantoras de timbres e estilos distintos, mas irmanadas na mesma família musical. (Cotação: * * * * *)

Eis o roteiro musical seguido na noite de 16 de novembro de 2016 por Alice Caymmi e Gal Costa na segunda edição do talk-show Por acaso no Rival, comandado pelo apresentador e entrevistador José Maurício Machline no palco do Teatro Rival na cidade do Rio de Janeiro (RJ):


 


)


1. Sargaço mar (Dorival Caymmi, 1985) – Alice Caymmi
2. Iansã (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1972) – Alice Caymmi
3. Meu recado (Michael Sullivan e Alice Caymmi, 2014) – Alice Caymmi
4. Meu mundo caiu (Maysa, 1959) – Alice Caymmi
5. Princesa (Márcio André Nepomuceno, 1998) – Alice Caymmi
6. Modinha para Gabriela (Dorival Caymmi, 1975) – Alice Caymmi e Gal Costa
7. Minha voz, minha vida (Caetano Veloso, 1982) – Gal Costa
8. Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959) – Gal Costa
9. Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) – Gal Costa
10. Meu nome é Gal (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969) – Gal Costa
11. Vaca profana (Caetano Veloso, 1984) – Gal Costa
12. Força estranha (Caetano Veloso, 1978) – Gal Costa
13. Baby (Caetano Veloso, 1968) – Alice Caymmi e Gal Costa
14. Dom de iludir (Caetano Veloso, 1982) – Gal Costa

15. Sua estupidez (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969) – Alice Caymmi e Gal Costa

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