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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Alexandre Pires tenta 'upgrade' com projeto fonográfico que tem Caetano

Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução.
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)




                                                                                                         





Alexandre Pires vai tentar mudança de status no mercado fonográfico brasileiro em 2017. Quem comanda a operação de marketing é a empresária Paula Lavigne.

Até então associado ao pagode da década de 1990, o cantor e compositor mineiro vai deixar momentaneamente a obra autoral de lado para investir em regravações de sucessos da música brasileira, várias feitas em duetos com ícones da MPB como Gilberto Gil.

Com Caetano Veloso, por exemplo, Pires revive o samba Você não entende nada, composto por Caetano em 1970 e lançado na voz de Gal Costa.

Com Seu Jorge, o Mineirinho canta Ive Brussel (1979), sucesso de Jorge Ben Jor. Pérola negra (Luiz Melodia, 1971) também figura no disco.

DNA musical é o título do projeto que tenta upgrade para Pires na cena brasileira.



 (Crédito da imagem: Alexandre Pires e Caetano Veloso em foto de rede social)
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Álbum de baiano cosmopolita sai no Japão com outra capa e faixa-bônus


Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)



Bruno Capinan (Foto: Daryan Dornelles) 




Terceiro álbum do cantor e compositor Bruno Capinan, baiano cosmopolita radicado na cidade canadense de Toronto, Divina graça vai ser lançado no Japão no dia 21 deste mês de dezembro de 2016 com capa totalmente diferente da edição que saiu no Brasil em outubro. A nova capa também tem arte e foto assinadas por Daryan Dornelles.

Além da capa com design gráfico de Satoshi Oguri, a novidade da edição japonesa de Divina graça é a música adicional I've been waiting, composta por Capinan e gravada com os músicos Bem Gil (violão e piano rhodes), Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Chris Cummings (piano), Allison Au (saxofone alto), Patric McGroarty (trompete) e Tom Richards (trombone).



O álbum sai no Japão com 13 faixas, incluindo as 12 da edição brasileira. Em Divina graça, Capinan recicla a baianidade nagô em tom contemporâneo e faz a festa da carne e do espírito. Clique aqui para reler a resenha do disco.

(Crédito da imagem: capa da edição japonesa do álbum Divina graça, de Bruno Capinan)







terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dom do Brasil, o samba faz 100 anos junto e misturado em todos os cantos


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Imagens: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)



Dizem que o samba nasceu na Bahia. Outros garantem que o parto aconteceu nas imediações do Centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ) entre a mítica Praça Onze e o seminal bairro do Estácio, berço de morros que gestaram pioneiros bambas cariocas como Ismael Silva (1905 – 1978). O fato é que o samba faz 100 anos entranhado em todos os cantos do Brasil. Tem samba nos quintais e nos terreiros que desencavam raízes de tempos idos. Mas também tem samba no jazz, no rock, no soul, no funk, no coco e até no pagode romântico. Por mais que puristas tenham tentando cristalizar um samba puro, o ritmo se espalhou, deliciosamente maculado, por todo o Brasil. E assim chega aos 100 anos de vida eterna.

O centenário de nascimento do samba é oficialmente festejado neste mês de novembro de 2016, porque foi no dia 27 de novembro de 1916 que Ernesto Joaquim Maria dos Santos (1889 – 1974) , o Donga, registrou o amaxixado samba Pelo telefone na Biblioteca Nacional. No papel, a autoria do samba costuma ser creditada a Donga e a Mauro de Almeida (1882 – 1956), oficializado posteriormente como parceiro. Contudo, a rigor, tal autoria é controvertida. O samba em questão pode ter vindo ao mundo por meio de criação coletiva. Mas isso já pouco importa. Como pouco importa a data da certidão de nascimento.

(Crédito da imagem: cartaz promocional da série 100 anos de samba, exibida pelo Canal Brasil em 2014 e disponível no portal Globosat Play)





Não, o samba não nasceu na data do registro de Pelo telefone. O parto foi mais longo e o sêmen veio da África. Mas o embrião cresceu no Brasil, seja no Rio ou na Bahia. E daqui, do Brasil, partiu para o mundo, mesmo que o Tio Sam nunca tenha entendido de fato que o samba não é rumba. Mas ele logo compreendeu que a Bossa Nova era o samba tocado com a influência do jazz. E aí o samba ganhou os Estados Unidos e na sequência o mundo, porque, de acordo com o papa João (Gilberto), Bossa Nova nada mais é do que samba.

Mas não era assim desde que o samba é samba. O samba veio ao mundo por meio do suor de mãos negras. Lágrimas claras foram derramadas sobre peles escuras desde então para propagar essa tristeza que balança, como sentenciou o poeta, e que faz a alegria do povo. Teve muito samba triste nestes 100 anos, e como teve, mas samba, no imaginário coletivo, é sobretudo sinônimo de alegria, de confraternização, de gente reunida e feliz.

Bastam um violão e um surdo na marcação. E o samba renasce a cada dia, pois ninguém acredita nesse papo velho de que o samba acabou. Só se foi quando o dia clareou e o sambista foi trabalhar. Porque, de malandro, o sambista herdou somente a fama dos bambas da década de 1930. O poder da criação é exercido fora do horário do expediente. Mas, quando o samba vem, ninguém o segura. Ele se espalha logo, por todos os cantos, se misturando no meio do povo. E é assim que o samba faz 100 anos, junto e misturado, vivo, sem nunca ter agonizado. Porque o samba é o dom do Brasil.


  




segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Silva lança o melhor disco ao cantar Marisa e prescindir de obra autoral


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1. Globo.com
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)
  






Silva canta Marisa (Slap / Som Livre) é o melhor disco de Silva. A soberania do álbum na discografia do cantor, compositor e músico capixaba Lúcio Silva é consequência natural de o artista ter à disposição, pela primeira vez, repertório coeso e inspirado. A obra autoral de Silva tem sido superestimada e vinha perdendo fôlego a cada álbum autoral lançado por ele nos últimos quatro anos. O primeiro, Claridão (2012), é o melhor dos três álbuns autorais do artista, músico que faz tecnopop com ecos da década de 1980, mas sem nostalgia, no tom dos dias de hoje. O segundo, Vista pro mar (2014), já denunciara irregularidade autoral escancarada no terceiro, Júpiter (2015), frágil álbum no qual Silva gravitou em torno da canção popular romântica com apenas duas músicas que perseguiram a perfeição pop, Eu sempre quis e Feliz e ponto, parcerias com o irmão Lucas Silva (Feliz e ponto ajudou muito a repercutir o disco por conta do antológico clipe a favor das pluralidades sexuais).


Desdobramento do show Silva canta Marisa Monte, apresentado em 2015 na cidade de São Paulo (SP) e reproduzido em dezembro daquele mesmo ano em programa do Canal Bis, o álbum Silva canta Marisa é coerente com o discutível giro estético de Júpiter. Em Júpiter, Silva ambicionou o posto de cantor pop romântico, ora ocupado por Tiago Iorc, colega do selo Slap. Mas tinha somente duas boas canções para se candidatar ao trono.

Em Silva canta Marisa, disco produzido em estúdio pelo artista com o guitarrista Rodolfo Zamor, o cantor tem à disposição 12 canções da boa cepa pop de Marisa. Uma é inédita e abre oficialmente a parceria de Lúcio Silva e Lucas Siva com a cantora e compositora carioca. Gravada com a voz lapidada de Marisa, Noturna (Nada de novo na noite) é joia moderna que faz brilhar bela veia melódica em fina sintonia com uma letra zen. Obra-prima do disco, Noturna soa como canção contemporânea que parece ter vindo de algum lugar do passado. Mas é, curiosamente, a única música que vem do presente, não tendo figurado no roteiro do show de 2015.

A propósito, Silva afirmou, em rede social, que o disco não é recorte deste show de 2015 feito com Rodolfo Zamor (guitarra), Hugo Coutinho (bateria e programações eletrônicas) e Jackson Pinheiro (baixo) sob direção artística de Marcus Preto. Contudo, disco e show soam indissociáveis, por maior que tenha sido o burilamento das canções no estúdio. Das músicas antigas, Ainda lembro (Marisa Monte e Nando Reis, 1991) é a que resulta mais interessante com balanço pop black retrô que remete ao som ouvido nas FMs na década de 1970. Já o groove que pauta Eu sei (Na mira) (Marisa Monte, 1991) é mais seco.

Álbum referencial na vida de Silva, que o ganhou de presente aos 12 anos, Memórias, crônicas e declarações de amor ( 2000) tem rebobinadas as canções Não é fácil (Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, 2000), Não vá embora (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2000) – levada na cadência de pop reggae aprimorada na condução de Verdade, uma ilusão (Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e Marisa Monte, 2010) – e Tema de amor (Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2000), única das 12 músicas já em si menos sedutora.

Cantor eficiente, Silva jamais desconstrói o cancioneiro de Marisa. Estão lá, intactas, melodias e letras que já foram gravadas com maior brilho pela autora. O que Silva faz, ao cantar o repertório da artista, é ambientá-lo no universo sintético que pauta a obra que ele vem pavimentando nestes anos 2010. É nesse clima que figuram faixas como Infinito particular (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2006).

Se Pecado é lhe deixar de molho (Carlinhos Brown, Cezar Mendes e Marisa Monte, 2002) toca em tempo de maior delicadeza, Beija eu (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Arto Lindsay, 1991) sintetiza a arquitetura pop da canção nos beats de Silva. A única abordagem que causa leve estranheza é a de O bonde do dom (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2006), samba que soa modernoso ao ser jogado no trilho eletrônico.

Ao fechar o disco, Na estrada (Marisa Monte, Nando Reis e Carlinhos Brown, 1994) cai no suingue e sinaliza que Silva seguiu basicamente o mesmo caminho ao cantar a obra pop de Marisa Monte. Só que Marisa é, além de cantora referencial, compositora geralmente inspirada. A obra autoral da artista faz com que o álbum Silva canta Marisa tenha o que sempre faltou aos discos autorais de Silva: um repertório homogêneo, sem altos e baixos. Resta saber se, ao cantar Marisa em disco, Silva ascenderá ao posto que ambiciona... (Cotação: * * * 1/2)

(Créditos das imagens: Silva e Marisa Monte em foto da página oficial de Silva no Facebook. Capa do álbum Silva canta Marisa. Silva em foto de Jorge Bispo)

  


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Barato total, o encontro de Gal com Alice Caymmi tem até caça à barata


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Mauro Ferreira

Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)


Gal Costa e Alice Caymmi em foto de Mauro Ferreira






"Estou vendo uma barata! Falo sério...". O alerta de que havia uma barata no palco do Teatro Rival foi dado por Gal Costa. Feito o aviso, o produtor Talmir de Menezes entrou em cena e, juntamente com o guitarrista Guilherme Monteiro, correu atrás da barata, logo morta a pisadas. Momento divertido e inusitado da segunda edição do projeto Por acaso no Rival, apresentado pelo entrevistador José Maurício Machline nas quartas-feiras deste mês de novembro de 2016, a caça à barata até colaborou para que o encontro de Alice Caymmi e Gal Costa fosse um barato total que deliciou o público que lotou o Teatro Rival na noite de ontem, 16 de novembro, para ver e ouvir as duas cantoras falarem e cantarem juntas e a sós. Nessa noite feliz, de confraternização musical, uma barata também pode ser um barato total.
Por acaso no Rival é a versão revista e atualizada, para os tempos da web, do programa de entrevistas apresentado por Machline na TV de 1991 a 2004. Nesta versão, o programa acentua o caráter de talk-show e é feito no Teatro Rival, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), sendo gravado ao vivo para posterior exibição na internet. Na edição que juntou Alice e Gal, a conversa fluiu tão bem quanto os 15 números musicais de tom minimalista, calcados na força das vozes das cantoras, acompanhadas somente pelos respectivos guitarristas.

Os três duetos das cantoras resultaram memoráveis e, de certa forma, até históricos. Afinal, 40 anos depois de lançar um álbum dedicado ao cancioneiro de Dorival Caymmi (1914 – 2008), Gal se encontrou – pela primeira vez – com a neta do compositor baiano, uma das cantoras mais expressivas destes anos 2010. O primeiro dueto, quando Gal entrou em cena ao fim da entrevista de Alice, aconteceu em Modinha para Gabriela (Dorival Caymmi, 1975) e soou como aperitivo para os dois saborosos pratos principais servidos ao fim do talk-show.

O dueto cúmplice e terno de Alice e Gal em Baby (Caetano Veloso, 1968) emocionou o público e a própria Alice, cujas lágrimas rolaram em cena pelo simples fato de estar cantando um sucesso de Gal ao lado de uma das maiores cantoras do mundo de todos os tempos – qualidade superlativa que Gal reiterara, momentos antes, quando solou músicas como Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) e Vaca profana (Caetano Veloso, 1984), números que sobressaíram no bloco em que, entre boas lembranças do repertório da cantora, Gal discorreu para Machline e a plateia sobre influências musicais, o amor incondicional pelo filho Gabriel e a afinidade com Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), de quem cantou Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959).

Contudo, o ápice da antológica noite musical foi o arrepiante dueto final de Alice e Gal em Sua estupidez (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969). Ali, naquele momento, a voz grave de Alice ombreou o cristal luminoso de Gal na interpretação daquela canção do Roberto que, desde 1971, está associada tanto ao Rei quanto ao canto de Gal.

Coroada na geração indie por conta do segundo álbum, Rainha dos raios (2014), Alice Caymmi abriu a noite e conquistou o público, que estava no Rival por conta de Gal, com as respostas espirituosas e sinceras que deu para as perguntas feitas por Machline com informalidade, como se ele estivesse batendo um papo com a neta de Dorival. E, já no primeiro número, Alice honrou o sobrenome Caymmi ao cantar a capella Sargaço mar (Dorival Caymmi, 1985), uma das músicas mais densas do cancioneiro do avô, compositor referencial na vida e na obra da baiana Maria da Graça Costa Penna Burgos. "Eu ninava meu filho com as canções de Caymmi quando eu morava na Bahia e ele era pequenininho", revelou Gal ao ser chamada ao palco com Machline para o primeiro encontro com Alice.

Embora as cantoras tivessem se conhecido naquele dia, parecia que ambas estavam em casa. Afinal, a intérprete do disco Gal canta Caymmi (1976) é considerada parte da família do patriarca Dorival. Laços musicais à parte, Gal ocupou o espaço que era dela quando começou a cantar. Lembrou Minha voz, minha vida (Caetano Veloso, 1982), justificou os versos de Força estranha (Caetano Veloso, 1978) e caiu no samba ao improvisar Meu nome é Gal (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969) em diálogo com o toque virtuoso da guitarra de Guilherme Monteiro, também caçador de baratas de noite inesquecível. Os nomes delas, protagonistas dessa noite de barato total, são Gal Costa e Alice Caymmi, cantoras de timbres e estilos distintos, mas irmanadas na mesma família musical. (Cotação: * * * * *)

Eis o roteiro musical seguido na noite de 16 de novembro de 2016 por Alice Caymmi e Gal Costa na segunda edição do talk-show Por acaso no Rival, comandado pelo apresentador e entrevistador José Maurício Machline no palco do Teatro Rival na cidade do Rio de Janeiro (RJ):


 


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1. Sargaço mar (Dorival Caymmi, 1985) – Alice Caymmi
2. Iansã (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1972) – Alice Caymmi
3. Meu recado (Michael Sullivan e Alice Caymmi, 2014) – Alice Caymmi
4. Meu mundo caiu (Maysa, 1959) – Alice Caymmi
5. Princesa (Márcio André Nepomuceno, 1998) – Alice Caymmi
6. Modinha para Gabriela (Dorival Caymmi, 1975) – Alice Caymmi e Gal Costa
7. Minha voz, minha vida (Caetano Veloso, 1982) – Gal Costa
8. Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959) – Gal Costa
9. Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) – Gal Costa
10. Meu nome é Gal (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969) – Gal Costa
11. Vaca profana (Caetano Veloso, 1984) – Gal Costa
12. Força estranha (Caetano Veloso, 1978) – Gal Costa
13. Baby (Caetano Veloso, 1968) – Alice Caymmi e Gal Costa
14. Dom de iludir (Caetano Veloso, 1982) – Gal Costa

15. Sua estupidez (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969) – Alice Caymmi e Gal Costa

sábado, 12 de novembro de 2016

Deck lança novo álbum de Alceu Valença


Fontedeckdisc.com.br
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)







Após um recesso de seis anos, Alceu Valença lança em fevereiro um novo álbum reunindo frevos, maracatus, caboclinhos e cirandas, principais gêneros do carnaval pernambucano.

 Intitulado “Amigo da Arte”, o disco, que será lançado pela Deck, tem a produção assinada por Paulo Rafael e a masterização de Ricardo Garcia, do Magic Master (Rio de Janeiro).

A ilustração da capa é da amiga artista Marisa Lacerda e foi feita originalmente para o convite de casamento de Alceu e Yanê Montenegro.

Nas 13 faixas do novo trabalho estão algumas regravações, como “Nas Asas de um Passarinho” e “Amigo da Arte”, outras faixas que nunca estiveram em discos “oficiais”, como “Ciranda da Aliança” e “Frevo da Lua”, e duas parcerias com Carlos Fernando, a quem dedica o álbum, “Sou Eu o Teu Amor” e “O Homem da Meia-Noite”.

Ainda estão no CD “Voltei Recife”, de Luiz Bandeira, e o dueto de Alceu Valença com a cantora portuguesa Carminho na música “Frevo Nº 1”, de Antonio Maria.


Foto: JC Imagem



Para Alceu, o álbum é um roteiro pelo carnaval de Pernambuco, que “começa com ‘Olinda’, apresentando a cidade antes dos dias de folia, onde reina a paz dos mosteiros da Índia. E termina em “Sonhos de Valsa”, ambientada numa quarta-feira de cinzas. Fala da saudade do carnaval que passou, da saudade lusitana, do banzo afro, mas também do sonho, que é o éter do carnaval” – comenta ele.

A partir do dia 04 de fevereiro o disco estará disponível nos maiores sites de venda digital e o CD será lançado no final do mesmo mês







quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Cyndi Lauper e Debbie Harry, do Blondie, anunciam turnê conjunta para 2017


Texto: Lizandra Pronin
FonteTerritório da Música
Imagens: Reprodução e Arquivo ASES
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)




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As cantoras Cyndi Lauper e Debbie Harry (Blondie) anunciaram uma turnê conjunta pela Austrália no ano que vem: são sete shows marcados para abril de 2017.

O anúncio da turnê foi feito em evento promovido pela gravadora Warner Music, em Nova York (EUA) - veja as datas e locais dos shows abaixo. Por enquanto não há previsão dessa turnê se estender para outros países.

01/04/2017 - Hunter Valley, Australia - Bimbadgen Wines
02/04/2017 - Mount Cotton, Australia - Sirromet Winery
04/04/2017 - Sydney, Australia - ICC Theatre
06/04/2017 - Melbourne, Australia - Rod Laver Arena
08/04/2017 - Coldstream, Australia - Rochford Wines
09/04/2017 - McLaren Vale, Australia - Leconfield Wines
12/04/2017 - Perth, Australia - Kings Park.







quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Documentário sobre David Bowie estreia em janeiro de 2017


Texto: Lizandra Pronin
FonteTerritório da Música
Fotos: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)




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Um ano após seu falecimento, David Bowie ganha um documentário chamado: "The Last Five Years", que irá focar os cinco últimos anos de vida do artista, como indica seu título.

Produzido pela BBC, o filme tem direção de Francis Whately, o mesmo que dirigiu "David Bowie: Five Years", que estreou na BBC em 2013. Nesses cinco anos que o documentário cobre, Bowie lançou "Next Year" (2013) e "Blackstar" (2016) - este, dois dias depois de sua morte - além de ter criado o musical "Lazarus".



Foto: Jimmy King / Divulgação




O lançamento de "The Last Five Years" é parte da comemoração dos 70 anos que Bowie completaria em 2017. Além do documentário, a BBC prepara diversos programas de rádio e TV.














terça-feira, 8 de novembro de 2016

Além de sair em vinil, o raro álbum francês de Alceu ganha edição em CD


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução / Google.com.br e Arquivo ASES
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)




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Título mais raro da discografia de Alceu Valença, Saudade de Pernambuco – álbum gravado em Paris, em 1979, durante o autoexílio do cantor, compositor e músico pernambucano na França – vai ficar enfim disponível em escala nacional, em todas as mídias do mercado fonográfico, neste mês de novembro de 2016. Além de estar sendo relançado no formato de vinil na caixa Alceu Valença 70, o álbum ganha edição física em CD, vendida de forma avulsa pela gravadora Deck. Simultaneamente, Saudade de Pernambucotambém estará disponível nas plataformas digitais.


(Crédito da imagem: capa do álbum Saudade de Pernambuco)





Lançado no Brasil somente uma vez (em edição produzida na década de 1990 para série de jornal paulistano e, por isso mesmo, de circulação restrita à cidade de São Paulo), Saudade de Pernambuco alinha no repertório majoritariamente autoral sete temas da lavra solitária de Alceu (Apoena, Cana caiana, Casinha de buinha, Colcha de retalhos, Três galeras e O ovo e a galinha), uma parceria do artista com o guitarrista e compositor Paulo Rafael (Como nos sonhos fatais) e o frevo Pátria amada (de Carlos Fernando). A música-título, Saudade de Pernambuco (Sebastião Rozendo e Salvador Micelli), tinha sido lançada em 1953 na voz icônica de Luiz Gonzaga (1912–1989).






domingo, 6 de novembro de 2016

'Aquelas canções do Roberto' falam por si na volta do 'Rei' à cena carioca



Texto: Mauro Ferreira.
FonteG1.Globo.com
Fotos: Mauro Ferreira
Edição: Jorge Luiz da Silva               
Salvador, BA (da redação Itinerante)



"Eu vou tentar dizer cantando tudo que eu gostaria de dizer falando", avisou Roberto Carlos logo no início do show que trouxe o cantor capixaba de volta aos palcos do Rio de Janeiro (RJ), cidade que o abriga desde os anos 1950. Na verdade, Roberto falou bastante entre as músicas do show apresentado na casa Metropolitan na noite de ontem, 4 de novembro de 2016. Mas o cancioneiro perene e irresistível do compositor falou mais alto. E falou por si só. Tanto que o eterno Rei da canção popular brasileira mais uma vez seduziu os fiéis súditos ao reciclar as mesmas emoções de sempre a reboque da obra construída com o parceiro Erasmo Carlos.

O cantor, diga-se, fez essencialmente o mesmo show que faz há anos. Alterou levemente o roteiro, que nos últimos quatro anos passou a incorporar a derradeira boa canção do Roberto, Esse cara sou eu, lançada em novembro de 2012. Mas a inclusão ou supressão de uma e outra canção mantém inalterado o formato do show regido por Eduardo Lages, maestro do conjunto RC 17. Inalterado também permanece o amor das senhoras brasileiras por Roberto. No show de ontem, as intervenções delas, em voz alta, pontuaram a maioria dos números. "Que saudade, Roberto!", soltou uma no meio de Outra vez (Isolda, 1977). Umas e outras gritaram frases efusivas em Detalhes (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971). Juntas, fizeram coro em Como é grande o meu amor por você, na abertura instrumental do show, e repetiram o coro no fim da apresentação assim que a canção de 1967 reapareceu no roteiro na voz do cantor e compositor deste tema tão singelo quanto pueril.

 



Encorpada pelos metais da banda, a música Ilegal, imoral ou engorda (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1976) – lançada há 40 anos – soou renovada na pulsação dos sopros que evocavam a fase em que Roberto se deixou levar pelos ventos da soul music norte-americana dos anos 1960. Mas os tempos são outros. E Roberto também é outro. Nunca foi inocente, como ressaltou em cena, mas foi ficando conservador. Tanto que, ao cantar ontem o soulAlém do horizonte (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1976), trocou o verso "De que vale o paraíso sem amor?" para "Só vale o paraíso com amor". Em vez da pergunta, a resposta pronta para fazer a cabeça do público tão ou mais conservador do que o cantor.

Firme nas próprias convicções, o cantor fez Desabafo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1979), expiou a saudade da mãe em Lady Laura (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1978) e jogou charme para a plateia em Olha (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1975) dois números após ter cantado Nossa Senhora (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1993) no habitual feitio de oração. Essas e outras canções do Roberto continuam falando por ele e por si só através dos tempos.




Aos 75 anos, Roberto Carlos pode já não ter a mesma emissão vocal dos tempos idos. Mas ainda é senhor cantor. Quando lançou mão de obras-primas como Sua estupidez (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969) e Se você pensa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968), foi fácil entender poque o Rei permanece no trono há mais de 50 anos. (Cotação: * * * *)

(Crédito da imagem: Roberto Carlos no palco do Metropolitan, em 4 de novembro de 2016, em fotos de Mauro Ferreira)