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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Coroada 'rainha do pífano', Zabé da Loca sai (re)conhecida de cena aos 93 anos


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Praia do Forte, BA (da redação Itinerante)




Exímia tocadora de pífano, flauta típica da música nordestina, Isabel Marques da Silva (Buíque / PE, 12 de janeiro de 1924 – Monteiro / PB, 5 de Agosto de 2017) sai de cena na manhã de hoje, aos 93 anos, com o devido reconhecimento pelo talento de instrumentista. Vítima da doença batizada como Mal de Alzheimer, Isabel foi (re)conhecida com o nome artístico de Zabé da Loca.

Contudo, para que o som da instrumentista ecoasse além das fronteiras da Paraíba, foi preciso que Zabé saísse da loca, ou seja, da gruta cavernosa em que se abrigou por longos 25 anos com a família. Embora tenha nascido em Pernambuco, no município de Buíque (PE), foi na Paraíba, para onde migrou na adolescência, que Zabé fez fama local no manejo do pífano que aprendeu a tocar com um irmão, aos 10 anos.


(Crédito da imagem: Zabé da Loca em reprodução de vídeo da TV Globo)



Descoberta em 2003, aos 79 anos, gravou naquele ano o primeiro álbum com composições de lavra própria, Canto do semi-árido, recebido com curiosidade no universo musical brasileiro por conta da trajetória lendária da vida da artista. Quatro anos depois, em 2007, Zabé gravou o segundo disco, Bom todo, lançado em 2008, ano em que recebeu do Ministério da Cultura a Ordem do Mérito Cultural.





Independentemente do reconhecimento oficial, Zabé da Loca já tinha sido coroada pelo povo com a rainha do pífano, epíteto a que fez jus pelo toque intuitivamente virtuoso da flauta nordestina.






segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cauby Peixoto será homenageado na próxima edição do Mar de Culturas, no RJ


Fonte: G1.Globo.com (G1 Rio)
Foto: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)

Evento acontecerá nesta quinta-feira (25), em Niterói.
Evento terá classificação livre e entrada franca.


Cauby Peixoto
(Foto: ABBC Comunicação/Divulgação)
Um ano após sua morte, Cauby Peixoto será o homenageado da próxima edição do Mar de Culturas, que acontece na próxima quinta-feira (25), às 17h30 no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói, cidade natal do artista.

O evento, que será gratuito e de classificação livre, contará com a participação musical de Agnaldo Timóteo, que lançou em abril o disco ‘Obrigado, Cauby’, e Adriana, Peixoto, sobrinha do homenageado, que está em turnê com o show em dedicado ao tio ‘Pra sempre Cauby’.

Além da atração musical, os artistas participarão, juntamente com Nelson Hoineff, jornalista, produtor e diretor do documentário ‘Cauby – Começaria tudo outra vez’, de uma iniciativa para resgatar momentos importantes da vida e da obra de Cauby, que será mediada pelo jornalista Fábio Júdice.

Serviço:

Mar de Culturas – Homenagem a Cauby Peixoto

Local: Teatro Popular Oscar Niemeyer (Rua Jornalista Rogério Coelho Neto s/nº - Centro de Niterói)

Data: 25/05, quinta-feira

Horário: 17h30 às 19h

Classificação livre

Gratuito

Saiba mais em rio.globo.com






quinta-feira, 18 de maio de 2017

O 28º 'Prêmio da Música Brasileira' celebra natureza camaleônica de Ney


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Foto: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)




Um dos maiores cantores do Brasil e do mundo de todos os tempos, Ney Matogrosso é o homenageado da 28ª edição do Prêmio da Música Brasileira. O tributo está previsto para acontecer na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em julho deste ano de 2017 – um mês antes de o artista mato-grossense completar 76 anos de vida, em 1º de agosto, com vitalidade juvenil – em cerimônia dirigida por José Maurício Machline, criador do prêmio de maior repercussão no universo pop brasileiro.

Inclassificável pela própria natureza da voz de timbre único que tangencia o registro dos tenorinos com tessitura de contralto, Ney é dos raros cantores que conseguiu permanecer relevante em cena ao longo de cinco décadas. Tanto que o último show do artista, Atento aos sinais, em cartaz desde fevereiro de 2013, permanece em turnê nacional com casas cheias há mais de quatro anos. Um recorde na trajetória do intérprete.

Tem sido assim desde que essa voz afiada e afinada cruzou meteoricamente o Brasil em 1973 como integrante do trio Secos & Molhados, grupo do qual Ney saiu logo em 1974 para voar solo, sem rótulos e sem amarras. Facho andrógino de luz em período de trevas, o canto de Ney desconhece fronteiras estilísticas desde então. Com naturalidade, o camaleônico intérprete vai das melodias sentimentais do compositor dito erudito Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) ao rock mais indie, passando pela vanguarda de Itamar Assumpção (1949 – 2003).

Avesso ao circo das badalações, Ney de Souza Pereira anda pelas ruas como cidadão comum, sem a fantasia e a máscara do palco. Mas esse homem comum se tornou uma das referências máximas do canto popular de um Brasil povoado por cantoras. Ney troca de pele a cada disco ou show, sempre se recusando a olhar a carreira pelo retrovisor.

Os espetáculos podem ser de natureza camerística ou de pegada roqueira, mas fogem do formato revisionista e sempre têm a atitude pop do artista, bicho homem de palco. Tanto que, embora tenha gravado grandes álbuns ao longo de discografia quase irretocável, Ney é mais celebrado popularmente pelos shows do que pelos discos. É no palco que o camaleão se movimenta com mais liberdade e com mise-en-scène sexualizada, inquietante, provocativa.

Por tudo isso, e por muito mais, Ney Matogrosso merece a homenagem que lhe será prestada no 28º Prêmio da Música Brasileira.

(Crédito da imagem: Ney Matogrosso em foto de Marcelo Faustini)







sexta-feira, 24 de março de 2017

João Donato será homenageado no Palco Sunset do Rock in Rio


Texto: Carlos Brito, G1 Rio
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)



Do segundo andar de sua casa na Urca, por trás do antigo piano Fritz Dobert, João Donato olha com atenção para o entardecer que cai sobre a Baía de Guanabara. Também observa, com ainda mais atenção, as cantoras Mariana Aydar, Tiê, Emanuelle Araújo e Lucy Alves interpretarem suas canções. A tarde desta quinta-feira testemunhou o primeiro ensaio da homenagem que elas farão ao cantor, compositor e maestro, no dia 16 de setembro, no palco Sunset do Rock in Rio.

Um dos pais harmônicos da bossa nova – embora não costume ser associado de forma direta ao movimento –, pioneiro na fusão da música brasileira com o jazz e ritmos latinos, além de autor de obras em parceria com João Gilberto, Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso, entre outros, Donato é um dos músicos brasileiros mais reconhecidos no exterior.



As cantoras Emanuelle Araújo, Tiê, Mariana Aydar e Lucy Alves vão interpretar canções de João Donato. (Foto: Carlos Brito)


A presença no Rock in Rio não é uma novidade para ele – Donato participou da Rock Street na edição de 2015. No entanto, desta vez ele será o homenageado principal no Sunset, o que o fará ocupar lugar já dedicado em edições anteriores do festival a nomes como Raul Seixas e Cássia Eller.

"A música do João é muito emblemática deste tempo de misturas em que vivemos. As composições dele têm estilos muito diversificados: samba, jazz, ritmos cubanos. Ele faz uma mistura de elementos diferentes e, no fim, fica tudo perfeito. Uma obra tão rica quanto a dele tem que ser homenageada", explicou o diretor artístico do Sunset, Zé Ricardo.





Nascido em 1934, em Rio Branco, no Acre, Donato veio com a família para o Rio de Janeiro aos 11 anos. Nesta idade, já demonstrava desenvoltura com o acordeão – logo em seguida, passou a tocar piano. Iniciou a carreira profisional no fim da década de 1940 acompanhando nomes de destaque da música brasileira à época. Após as primeiras gravações, partiu para o exterior e se estabeleceu como músico nos Estados Unidos e também na Europa.


Três cantoras vão interpretar canções do compositor, um dos mais reconhecidos músicos brasileiros no exterior



No início da década de 1960, ele regressa ao Brasil e grava dois álbuns que, até hoje, costumam aparecer nas listas de melhores obras da música instrumental brasileira – 'Muito à vontade' e 'A bossa muito moderna de João Donato'.

Pouco depois retorna aos Estados Unidos onde grava mais álbuns – dessa leva, o mais emblemático e reconhecido é 'A Bad Donato'. Considerado pela crítica uma de suas obras-primas, além dos constantes samba e jazz, o músico adiciona à sua mistura musical ingredientes de soul music, psicodelia e funk, entre outros estilos.







Por estar acostumado a fusões de ritmos, a presença em um festival tão diverso não o assusta. Pelo contrário.

"O tipo de música que faço se adapta a tudo porque tem tudo. E é essa mistura que sempre me motivou. Além disso, o Rock in Rio é bastante variado e desde a primeira edição e sempre abriu espaço para todos os tipos de criação musical. Vou levar o piano e o teclado para o palco e, junto com as meninas, faremos um excelente show, tenho certeza", garantiu Donato.



João Donato é um dos compositores brasileiros mais reconhecidos no exterior. (Foto: Carlos Brito)


O repertório da apresentação no festival ainda será definido, mas é certa a presença de canções como 'Sambou, sambou', 'Bananeira', 'Emoriô' e 'A paz' - esta última, feita em parceria com Gilberto Gil, é sua criação mais conhecida desde quando retornou ao Brasil de forma definitiva, já na década de 1970.

"João Donato consegue reunir a música de todas as américas em suas composições. Do Brasil aos Estados Unidos, passando pelo Caribe, é possível sentir a influência de todos esses locais em sua música. E é bom demais poder homenageá-lo", finalizou Emanuelle Araújo.






SJC


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