Foi exatamente no final do ano de 1983 que o meu amigo
Tony Lee começou a preparar a sua música para o carnaval do ano seguinte,
quando foi lançada, logo no início do ano, fazendo parte de um compacto-duplo,
juntamente com outros novos artistas que também buscavam o seu espaço no
cenário musical brasileiro.
JOLUSI FM (Rádio Web) Clique para ouvir
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Minha amiga Lane Helena gravou um compacto-simples em 1983
Em 1983, quando
eu realizava um trabalho de divulgação de um dos meus discos tive o prazer de
conhecer uma cantora baiana que também havia gravado pela Fermata e estava na
batalha em busca do seu lugar ao sol.
Lane Helena gravou um
compacto simples com as músicas compostas por Tirço de Roma:
Anjo Pequeno
(Lado A)
E Supremo Beijo
(Lado B)
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Na minha gestão como Presidente da 30 de Junho recebi instrumentos musicais doados pelo Governo do Estado
Fachada da 30 de Junho. Foto: margo-osilencioquefala.blogspot.com
Logo que assumi,
a nossa Filarmônica foi cadastrada pelo Governo do Estado sendo convidado em seguida a
comparecer ao Teatro Castro Alves, em Salvador para receber vários instrumentos
musicais, entre eles: Violinos, Sax, Trompete, Clarinetes, Trombone de Vara e Pistom.
Também fui
convidado para fazer um curso de atualização para Mestre de Bandas na cidade de
Feira de Santana, para onde me desloquei durante quase dois meses, nos dias de terça
e quinta-feira.
Ao término, em 12 de junho de 1981, recebi o
Certificado emitido pelo Ministério de Educação e Cultura, Fundação Nacional de
Arte, Instituto Nacional de Música, Governo do Estado da Bahia, Secretaria do
Trabalho e Bem Estar Social e Programa de Apoio às Sociedades Filarmônicas.
Crédito
da foto: filamonica30dejunho.wordpress.com
No resumo da história da 30 de Junho, o jornalista Tasso Franco não menciona o meu nome, mas eu exerci mandato de um ano a frente da entidade, no período de 1980/1981 (Depois de Safira e antes de Celso Boaventura),
Foi tudo lavrado em ata, na época.
Resumo da História da Filarmônica 30 de Junho, segundo Tasso Franco.
Em 19 de abril de 1896, nascia em Serrinha a Sociedade Philarmonica 30 de Junho, da união de jovens interessados nas culturas musical, teatral e de belas artes, hoje, Sociedade Recreativa e Cultural Filarmônica 30 de Junho, que teve este nome em homenagem a data de elevação da vila à condição de cidade.
No artigo 6 – § 1 do então estatuto, tinha como objetivo organizar uma biblioteca para uso dos associados; promover a criação de um teatro amador; realizar festas comemorativas das grandes datas cívicas; concertos musicais e reuniões recreativas, incrementando entre os associados o gosto pelo cultivo das belas artes, com cursos de pintura, desenho e canto.
Pela Filarmônica passaram vários presidentes. O primeiro Aurélio Dionísio de Almeida depois vieram o Coronel Antonio Pinheiro da Motta, Dr. André Negreiros, Dr. José Vilalva, Sr. Antonio Bacelar quando, em 1948, o então Prefeito João Barbosa doou um terreno para construção de sua sede própria, onde hoje funciona a Rua Mariano Ribeiro n.º 45, centro da cidade de Serrinha, prédio este, construído pelo saudoso José Ramos de Menezes e seus irmãos com a ajuda da sociedade Serrinhense.
Achando pouco uma Filarmônica, a 30 de Junho, em 1911 o intendente Luiz Nogueira, resolveu fundar a 15 de novembro, que existiu até 1920. Em 1940 um grupo de músicos do povoado do Tanque Grande fundou, também, a 29 de Junho que até 1972 ainda atuava. Logo, houve época em Serrinha de termos três Filarmônicas em funcionamento.
Crédito da foto: filamonica30dejunho.wordpress.com
Tivemos vários momentos na Filarmônica 30 de Junho, inclusive momentos de decadência como o ocorrido em 1960, tendo sobrevivido a duras penas nas gestões do presidente José Ramos de Menezes. Com a morte deste, assumiu a presidência o então Prefeito, Mariano Santana, sendo substituído por Dr. Hamilton Safira.
Entre 1981 e 1989, a Filarmônica retornou as ruas graças ao trabalho do maestro Celso Boaventura que também fazia o papel de presidente da entidade.
Em agosto de 1989, com o apoio da Loja Maçônica assume a presidência o Sr. Manoel de Souza Nunes que num belo trabalho a frente da Filarmônica, projetou-a nacionalmente com diversas apresentações patrocinadas pela UNICEF e pelo Governo do Estado da Bahia. Neste período, também, conseguiu recursos do Governo através do Dr. Paulo Souto, quando recuperou totalmente sua sede.
Inúmeras foram as apresentações, sempre renovadas com a inclusão de jovens de nosso município resultando no título de campeã e vice-campeã do festival de Filarmônicas do recôncavo baiano.
Vários foram nossos maestros fazendo a historia da Filarmônica: Vianinha, Marreta, Azevedo, Celso, e muitos outros aqui esquecidos. O Maestro Bernardo, que fez parte do trabalho de recuperação presidido por Sr. Nilton e pela atual gestão, residindo em Feira de Santana e falecido em abril de 2007.
De 2003 em diante preside Isaac Álvaro da Silva tendo como maestro o Sargento Martins.
De 2008 para cá ainda na presidência Sr, Isaac Álvaro da Silva, recebe o filho da casa Anderson José de Matos como o novo maestro.
Crédito da foto: filamonica30dejunho.wordpress.com
Muitas são as dificuldades, principalmente de mante-la viva, atuante, cumprindo seu papel na sociedade serrinhense. Mesmo assim, a atual diretoria procurou ampliar as atividades pondo em prática objetivos traçados no seu estatuto de manter em funcionamento a escola de música, hoje com quase 60 alunos, o Telecentro 30 de Junho de inclusão digital que em parceria com a Redeserra, Atrib, Casa Nova, Banco do Brasil e CDI coloca a disposição de jovens carentes uma escola de informática com 10 computadores e 100 vagas por quadrimestre; uma biblioteca com mais de 1.500 volumes; uma videoteca com mais de 60 fitas e já tivemos experiências de Teatro, Canto e Dança.
Sonhamos com muitas parcerias, inclusive com a escola de música da UFBA para que possamos melhorar o curso de música resultando em bons músicos de instrumentos de sopro, percussão e cordas.
Iniciamos em julho de 2007 uma parceria com a Prefeitura Municipal que como reconhecimento e a boa vontade do Sr. Prefeito e do Secretario de Educação passamos a contar com quatro funcionários da Prefeitura a disposição da Filarmônica e o patrocínio das despesas com a contratação do novo Maestro. Possuímos 60 sócios ativos que contribuem financeiramente para que a Filarmônica continue e sabemos que muitos a admiram desejosos por uma boa atuação.
Todo este trabalho tem, também, bons resultados, graças a dedicação do grupo de jovens que dirigimos. Com toda dificuldade, jovens carentes, ainda encontram tempo para se dedicarem a Filarmônica e a boa Música.
A melhor historia não é aquela que se escreve e sim a que se faz. A Filarmônica precisa continuar fazendo a historia, para isso precisa continuar contando com a ajuda de seus sócios, imprescindível na geração de receitas. Precisa, também, contar com o apoio do poder público nas mais diversas parcerias de sustentação das suas atividades e do Legislativo Municipal na regulamentação do artigo 200 da Lei Orgânica do município onde diz que:
“O município de Serrinha subvenciará obrigatoriamente a FILARMONICA 30 DE JUNHO, declarada de utilidade pública por Lei Municipal, com o objetivo de preserva-la para atuais e futuras gerações”.
FILARMONICA 30 DE JUNHO – 113 ANOS DE ARTE, CULTURA E BOA MÚSICA.
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| Logo: filarmonica30dejunho.org.br |
terça-feira, 2 de abril de 2013
Minhas músicas foram editadas na “Sonata” e na “Compasso Musical”
Quando os
produtores davam o ok para a gravação de um disco, enviavam logo as letras das
músicas e uma fita com a melodia para a Editora escolhida, que imediatamente
preparavam as partituras musicais.
Algumas
composições foram para a “Compasso Editora Musical Ltda”
Outras para a
“Editora Musical Sonata Ltda”.
As músicas
editadas ainda proporcionavam a segurança para o recebimento dos valores
referentes aos direitos autorais que eram depositados automaticamente em uma
conta especial dos estabelecimentos bancários conveniados.
O ECAD
(Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) sempre foi o responsável
pela arrecadação e distribuição dos valores referentes as execuções das músicas
no rádio e na TV.
Os valores eram
rateados com os autores musicais.
Enquanto que a
Socinpro distribuia o valor arrecado, com os intérpretes.
A SOCINPRO
Informações
Gerais
SOCINPRO é a
sigla da Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos
Intelectuais. Como diz seu próprio nome, sua principal atividade - desde 1962
quando foi fundada - é administrar e proteger obras artísticas de músicos,
intérpretes, compositores, autores, editores, produtores. Seu atual quadro de
associados é composto por cerca de 13 mil profissionais de todo o país, que
também recebem da Socinpro assistência social e orientação para questões
relacionadas ao cotidiano artístico.
No Brasil, é uma das seis sociedades-membro que formam
e administram o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) -
responsável pela cobrança do direito autoral em território nacional. Junto ao
Congresso Nacional, a SOCINPRO advoga em prol de seus associados pela
atualização da legislação de direito intelectual e pelo combate à pirataria.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Minhas músicas foram submetidas ao Departamento de Censura Federal e liberadas para execução pública
Em 1978, quando me preparava para gravar o primeiro disco fui orientado a enviar um ofício ao Chefe do Serviço de Censura de Diversões Públicas do Departamento de Polícia Federal, em São Paulo.
Na época eu
residia em um pensionato, na rua Cesário Alvim, no Belenzinho, na capital
paulista e trabalhava em uma instituição bancária situada à avenida Celso
Garcia.
Através oficio
solicitei a verificação censória das letras musicais de minha autoria,
relacionadas em uma folha em anexo.
Depois da
primeira experiência aproveitei e repeti o pedido com outras músicas, em 30 de
novembro daquele ano.
No período entre
julho de 1968, quando compus a primeira canção intitulada “Primeiro Amor” e 06
de julho de 1971, quando escreví a última, com o título “Fato Casual”, antes de
me tornar profissional foram exatamente 182 composições.
E todas elas foram submetidas a apreciação do
Departamento de Censura Federal, sendo liberadas para gravação ou simplesmente
execução pública.
domingo, 31 de março de 2013
Minha primeira anuidade paga à Ordem dos Músicos do Brasil, em São Paulo
Quando eu fui
morar na Capital Paulista, inicialmente trabalhei em um estúdio de dublagem
na Lapa contratado por Pierangela Bianco Piquet, responsável pelo departamento
pessoal.
A empresa
inicialmente se chamava AIC, depois se juntou a BKS.
Depois passei a
trabalhar em uma instituição bancária e ao mesmo tempo cantava em restaurantes,
clubes e bares.
Foi quando
conheci JB Araújo, ele ao saber do meu desejo de gravar a conhecida "bolacha preta", me levou até a Condor Discos e me apresentou ao Clementino
Torres, proprietário e produtor musical.
Lá, na Condor
Discos gravei meu primeiro compacto-simples em 1978.
No ano seguinte
me recadastrei na Ordem dos Músicos do Brasil, Conselho Regional do Estado
de São Paulo, já que eu era cadastrado inicialmente, em Aracaju, capital de
Sergipe.
A minha primeira contribuição
aconteceu após o recadastramento, em 22 de outubro de 1979, ainda como músico prático.
O Valor da
contribuição lembro muito bem porque tenho o recibo guardado até hoje.
Na verdade é uma
guia de recolhimento.
Exatamente Cr$
559,00 (Quinhentos e Cinquenta e Nove Cruzeiros), referentes a anuidade (Cr$
220,00); Pecúlio (Cr$ 30,00); firma (15,00) e outra taxa que não lembro qual
era, no valor de Cr$ 44,00.
AIC/BKS
Em seus quase 14
anos de existência (1962-1976), a AIC Possuiu um elenco
de vozes notáveis, muitos oriundos do Rádio e da nossa TV que iniciava.
A tecnologia
ainda era modesta, porém a competência de seus profissionais fez a história da
dublagem brasileira.
A AIC fez "escola" e lançou novos nomes, os
quais muitos deles ainda estão participando do Universo da Dublagem Brasileira.
Estúdio de Dublagem AIC-São Paulo.
Local do meu primeiro emprego na Capital Paulista.
BKS é
líder desde 1958 e premiado estúdio de dublagem, legendagem e animação com sede
em São Paulo, Brasil, e escritórios em Miami, EUA e Chennai, na Índia.
sábado, 30 de março de 2013
Em 1979 me associei a SICAM
Em 21 de maio de
1979, já com dois discos gravados, um compacto-simples e um compacto duplo
passei a fazer parte do quadro de sócios da SICAM - Sociedade Independente de
Compositores e Autores Musicais, tendo sido matriculado com o número 6372.
Na verdade nunca recebi nem 1%, do que eu esperava, mas pelo menos lembravam de mim...
sexta-feira, 29 de março de 2013
Minha primeira identidade musical
Em 17 de setembro
de 1970 fiz a minha inscrição na Ordem dos
Músicos do Brasil, Conselho Regional de Sergipe, na condição de Guitarrista,
Contra-Baixista e Cantor, mas só recebi a carteira um ano depois após comprovar
que eu cantava e tocava em restaurantes, clubes, bares e em outros recintos.
Exatamente em 21
de setembro de 1971 passei a exibir com orgulho a minha carteira de músico.
Carteira essa que
lamentavelmente andou sumida por bom tempo.
Tanto que quando
fui residir em São Paulo tive que solicitar outra carteira, que terminei não
recebendo porque eu já era inscrito em Sergipe.
Algum tempo
depois reencontrei a minha primeira identidade musical.
Jorge Luiz ganhou Troféu “O Maioral”, em todas as edições do evento realizado de 92 a 95
No período de
1992, a 1995, na condição de empresário e apresentador, Aloísio Farias realizou
o Maioral do Ano a cidade de Serrinha com o apoio de Raimundo Pinho,
representante da Antárctica na região.
A equipe de
trabalho comandada por Farias fazia uma pesquisa no município com o intuito de
confirmar os nomes das empresas, dos empreendedores, dos radialistas, cantores,
compositores e outros mais que se destacavam durante o ano.
Eu, Jorge Luiz, na
condição de cantor e compositor, tive a felicidade de ser indicado em todas as
edições de “O MAIORAL”.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Minhas primeiras amigas que gravaram um disco
Ainda em 1973,
depois que Agildo Alves gravou o seu segundo trabalho musical, as minhas amigas
do Quarteto Instant 4 (Lina, Ady, Dina e Bel) também foram convidadas a
concretizar um grande desejo.
Acreditando no
potencial daquelas meninas humildes e talentosas o Empresário-Compositor Hugo
Costa em parceria com a gravadora JS realizou mais um sonho.
Do lado A do
compacto duplo:
Retratos de
Aracaju e Domingo de Atalaia.
No lado B:
Como pintar o
sertão para expor o quadro na Bienal e Gemini.
Os Arranjos e a
regência ficaram por conta do Maestro Carlos Lacerda.
Ténico de som:
Djalma Bahia.
Produção e Direção Geral: Jorge Santos.Agildo Alves meu primeiro amigo a gravar um disco
Em 1973, eu ainda
nem sonhava que um dia pudesse gravar um disco, mas vivia assistindo shows,
ouvindo programas de rádio e visitando as emissoras de Aracaju, além de cantar
no Domingo em Festival e em várias cidades do interior de Sergipe.
Inclusive tinha o
hábito de escrever cartas para os programas da Rádio Jornal de Sergipe, Difusora,
Cultura e Liberdade solicitando as músicas que eu gostava.
Foi então, que o
Cantor Agildo Alves me falou que ia gravar o seu segundo trabalho musical.
Não demorou muito
e foi lançado o compacto “PRELÚDIO EM TOM VOCÊ”, com mais três composições, de
Maria Olívia:
Caminhada, Maria
73 e Milagres do amor.
sábado, 23 de março de 2013
“Tape” era preparado em Fita de Rolo
Antigamente para
se gravar um disco era preciso preparar um “Tape”, em uma fita de rolo.
Inicialmente era
preparado o play-back da música com os instrumentos musicais.
Em seguida era
colocado o coral e por fim a voz do artista.
Quando essa etapa
estava pronta o técnico de mixagem entrava em ação pra fazer a sua parte.
Muitas vezes
outro técnico especialista fazia o “corte” e enviava o Tape para que a indústria
fonográfica fizesse a prensagem das cópias do disco.
Esse processo foi
realizado em todos os discos que gravei de 1998 até 2007.
Prensagem é o
processo industrial de multiplicação da matriz de cd ou DVD.
Prensagem moderna: Crédito da foto: 3.bp.blogspot.com
Gerente de banco foi o primeiro a comprar meu disco
Quando gravei o
meu primeiro disco, um compacto simples, com as músicas: “Quero que Seja Feliz”
e “Não Vivo sem Você”, ambas de minha autoria, eu era funcionário de um
estabelecimento bancário, em São Paulo.
Trabalhava justamente
na agencia localizada no bairro do Brás, na Capital Paulista.
E lá tive a
felicidade de vender muitos discos aos clientes.
Aliás, também aos
outros funcionários e até ao gerente, Sr. Dirceu, que por sinal foi o primeiro
a comprar a minha bolacha preta.
E ele comprou
logo dois discos para dar um empurraozinho na minha carreira artística.
Vale destacar que
o Sr. Dirceu sempre demonstrou ser um bom amigo, além de ser um excelente
patrão.
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